Dia a dia

Professores da Ufam fazem ato em defesa do serviço público e direitos dos trabalhadores

A manifestação começou por volta das 7h – foto: divulgação

A manifestação começou por volta das 7h – foto: divulgação

Acompanhando movimento nacional, professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizaram na manhã desta quinta-feira (16), uma manifestação em defesa do serviço público e dos direitos dos trabalhadores. A manifestação começou por volta das 7h, com os participantes fazendo panfletagem na entrada do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).

O evento, que marcou o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação Pública, Gratuita, Socialmente Referenciada, Classista e Democrática, seguiu com um debate na cantina do ICHL, no setor Norte do campus universitário.

O segundo vice-presidente do Regional Norte do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Welton Oda, informou que o ato público teve como um dos temas principais os ataques propostos pelo Projeto de Lei nº 4251/2015 que chancela a desestruturação da carreira; o atentado ao regime de dedicação exclusiva; os efeitos retroativos nas promoções e progressões e o confisco salarial.

“Nós entendemos que não é de agora que esse governo interino vem realizando ataques ao serviço público. Isso acontece sobre tudo no âmbito da educação pública, por exemplo, o Projeto de Lei (PL) 4.251/15, ataca a dedicação exclusiva, que é uma bandeira nossa, que permite que o professor permaneça e faça seu mestrado, doutorado com o apoio institucional e que não precise ter outro emprego, como muitos acabam fazendo bico aqui na Ufam”, comentou.

Aprovado pela Câmara dos Deputados na última semana de maio, o PL 4.251/2015 foi apresentado pelo Executivo, no ano passado e altera a remuneração e as regras de promoção e de incorporação de gratificação de desempenho a aposentadorias e pensões de servidores públicos da área da educação. Com a maior parte do conteúdo rejeitado pela categoria docente, o projeto de lei se contrapõe à pauta dos servidores federais.

‘Tem outras PLs, como por exemplo, a 257/2016, que ataca o serviço público de modo geral. Ela inclui programa de demissão voluntaria. As pessoas pedem as contas e ai não tem reposição, porque esse pacote impede contratação. E por fim a PEC 395, que permite que na pós-graduação haja cobrança de mensalidade, nos colocamos contra, pois a educação pública com dinheiro público tem que ser gratuita para todo mundo, não tem como querer cobra já que o Governo Federal arca com as despesas. O contribuinte que já paga não tem porque pagar de novo”, comentou.

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