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Professores da Ufam aprovam saída unificada da greve

Por 86 votos a 26, a ampla maioria dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), decidiram em assembleia geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), aprovar um indicativo de encerramento da greve para os dias 13 a 16 de outubro, em consonância com as demais universidades do país.

De acordo com Adua a proposta será enviada ao Comando Nacional de Greve (CNG) para que o movimento seja unificado com outras universidades.

Segundo o professor Albertino Carvalho, do movimento local, foi aprovada apenas uma saída unificada, e que ainda é preciso que outras etapas sejam cumpridas para que o calendário seja restabelecido, e as aulas possam voltar até o dia 19 de outubro.

“Por ampla maioria, ficou decidido uma saída para os dias 13 a 16 de outubro. Mas para que isso seja realizado, se tudo der certo, teoricamente, começaremos as aulas no dia 19. Mas para que isso ocorra, serão feitos uma série de movimento internos que teremos de desenhar”, garantiu o professor.

Albertino afirma que será apresentada uma proposta conciliadora com o Conselho Superior de Ensino (Consep) de forma que se garanta a reposição do período que foi paralisado e inicie as atividades normalmente. “Não podemos concordar com os calendários múltiplos que estão se estabelecendo dentro da universidade”, afirma.

A Adua afirma que a assembleia desta tarde atendeu ao movimento nacional. A pauta foi constituída de três pontos principais, uma análise de conjuntura da conjuntura nacional e tudo o que foi discutido durante este movimento. O segundo ponto foi a franca tendência de encerramento da greve; e o último ponto uma saída para indicar quando o movimento irá acabar e ajustar o novo calendário”, esclareceu o representante do movimento paredista.

Movimento paredista

Os professores da Ufam entraram em greve no dia 15 de junho, 18 dias após a deflagração do movimento paredista em âmbito nacional. A categoria luta pela manutenção do caráter público da educação, por melhores condições de trabalho, pela autonomia universitária, pela reestruturação da carreira e ainda pela equiparação salarial entre ativos e aposentados. No dia 5 de outubro, representantes dos docentes têm encontro marcado com o Ministério da Educação (MEC), quando as negociações da pauta específica podem avançar.

Os docentes exigem respostas efetivas do governo às reivindicações da categoria, entre elas o reajuste de 19,7% para 2016. Na proposta inicial, o índice era de 27,3%.

 

Por Stenio Urbano

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