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Professores da Ufam adiam decisão de greve para a próxima semana

Decisão foi adiada para 14 de maio, dia em que as instituições de ensino superior pretendem organizar vários protestos no país  – foto: divulgação

Decisão foi adiada para 14 de maio, dia em que as instituições de ensino superior pretendem organizar vários protestos no país – foto: divulgação

Após três horas de reunião em assembleia, os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) resolveram adiar para o dia 14 de maio a decisão se se entram em greve ou não. No mesmo dia está marcado um novo manifesto local e nacional das instituições federais de ensino superior.

Os docentes fizeram uma assembleia na tarde desta quarta-feira (7), para discutir o assunto, em razão de várias reivindicações não atendidas pelas autoridades e “falta de diálogo com o governo”.

Ao todo 37 docentes compareceram à reunião, que durou três horas – na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), localizada no Campus da universidade, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus.

Segundo a diretora da Adua, Ana Lúcia, algumas reuniões setoriais já foram feitas para aumentar o número de adeptos à causa. A assembleia de hoje, conforme a fonte, foi um passo maior dado pela Associação para convencer os professores a se mobilizarem para pedir ações das autoridades, que garantem melhores condições de trabalho aos docentes.

Ana Lúcia especificou que as unidades de ensino estão apresentando inúmeros problemas de estrutura, carência de equipamentos e de profissionais – tanto técnicos e professores. Apesar de ter aumentado o número de alunos nos últimos anos, o número de professores se encontra insuficiente para a demanda atual de estudantes. O sindicato pede contratação de mais professores, investimentos em estrutura, além de reajuste salarial.

Ainda de acordo com a diretora, o sindicato espera ser ouvido pelo Ministro da Educação. O novo manifesto que acontece no próximo dia 14 de maio, também será repetido em todo país pelas instituições federais. “Nossas reivindicações não são apenas salariais, nem são tão simples. Vão muito além disso”, concluiu a diretora.

Por Joandres Xavier (especial EM TEMPO Online)

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