Dia a dia

Professores da rede municipal de ensino devem ter reajuste de 9,28%

Previsão é a de que o novo reajuste seja anunciado no mês de junho – foto: divulgação

Previsão é a de que o novo reajuste seja anunciado no mês de junho – foto: divulgação

Após quatro rodadas de negociações, um acordo de recomposição salarial para os profissionais de educação da rede municipal deverá ser encaminhado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) até esta quarta-feira (1º), à Câmara Municipal de Manaus (CMM), para apreciação e aprovação em plenário. O projeto de lei prevê o reajuste de 9,28%.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), as negociações foram feitas por meio de estudos sobre o impacto financeiro, realizados pela Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef), e será pago em duas parcelas, sendo 5% para junho, retroativo à data-base da categoria (1º de maio), e 4,28% para janeiro de 2017.

Para a presidente da Comissão de Educação da CMM, vereadora professora Therezinha Ruiz (DEM), é de suma importância que o projeto seja analisado pelas Comissões da casa para poder seguir a sanção do prefeito.

“A Semed (Secretaria Municipal de Educação) já fez uma projeção quanto aos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que apontam a utilização dos 100% do valor disponibilizado pelo fundo. Resta agora ser analisada e aprovada pelo prefeito Arthur”, salientou.

Nos últimos três anos foram concedidos reajustes salariais para a categoria nos percentuais de 10% (2013) e 9,5% (2014), no salário base e mais 10% no auxílio alimentação. Conforme o percentual acordado, a categoria receberá o valor retroativo à data base.

Protestos
Vários movimentos ligados a categoria se reuniram nos últimos meses para reivindicar o reajuste salarial. Segundo membros do Sinteam, não houve nenhum cumprimento de acordo por parte do governo do Estado. A data-base e a reposição da inflação no período não foi repassada à categoria.

“O acumulado da reposição nos dois anos que estamos sem receber chega a 20%, só contando a inflação”, explicou o presidente do Sinteam, Marcus Libório de Lima, sobre as motivações para o protesto.

Por Lindivan Vilaça

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