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Professora amazonense transforma tese de mestrado em um livro

Autora compartilha em linguagem simples sua dissertação de mestrado – foto: divulgação

Autora compartilha em linguagem simples sua dissertação de mestrado – foto: divulgação

A professora e dançarina Lia Sampaio transformou a sua tese de mestrado em um livro que evita a linguagem técnica tão comum em trabalhos acadêmicos. A intenção é alcançar não apenas aqueles que se dedicam profissionalmente à área da dança, mas apresentar também ao público geral a sua experiência, de 2000 a 2008, no Projeto de Educação à Distância (Proformar).

O livro ‘A dança na escuta do corpo do ribeirinho’, publicado pela Editora Universitária por meio do selo UEA Edições, será lançado na próxima sexta-feira (18), às 18h, no Instituto Amazônia (rua Bernardo Ramos, 145, Centro). A abertura será feita pelo professor Carlos Eduardo, um dos coordenadores do Proformar e, na ocasião, haverá performances de dança.

Desde que lançou, no ano passado, o livro “O delicioso ofício de ensinar a dançar” – sobre a sua metodologia de ensino, no qual já comentava a sua experiência no Proformar –, Lia Sampaio já planejava compartilhar com os leitores numa obra à parte esse capítulo da sua vida profissional. A dissertação de mestrado, intitulada “A realidade da dança no Amazonas e o Proformar valorizando os profissionais da educação na Amazônia”, foi produzida ao longo de quase 3 anos.

“O meu trabalho enfocou o projeto que levou educação e arte para os 62 municípios do interior. Eu quis mostrar essa parte científica, mas precisava ‘afunilar’ para o trabalho realizado especificamente com a dança”, comenta a professora. “Nesse livro eu incluí o trabalho de valorização desses profissionais ribeirinhos, que trabalham em escolas à margem dos rios, e analisei como eles recebem as atividades que envolvem dança e corpo”.

Vivência

Lia explica que o título do livro se refere às experiências corporais. “O corpo escuta tudo o que vê e sente. Somos esse acúmulo de sons que vivenciamos em tudo. Ao trabalhar a consciência corporal, você procura fazer o corpo do outro acordar”, analisa a autora. “Consciência corporal todo mundo tem e ela é evidenciada a partir de estímulos e incentivos”.

A professora diz ainda que, na área da dança, é possível “se fartar” desses elementos observados e sentidos. “E, no caso dos ribeirinhos, busquei elementos básicos como mexer a farinha, manusear o tipiti ou buscar água, que você pode levar para questões estéticas”.

Ela destaca também as particularidades de cada município ao entrar em contato com as atividades do Proformar. “Esse trabalho não poderia ser igual em todos os municípios amazonenses. Um tinha mais familiaridade com a capoeira, outro com a dança de rua. O resultado era diferente de um para o outro”.

Metodologia

Lia Sampaio é formada em Música e Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia e mora em Manaus há 30 anos. Sua metodologia de ensino une música e movimento e foi aplicada em projetos como a Aldeia SOS, no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro e no Conservatório de Música Joaquim Franco, além de ser tema do livro “O delicioso ofício de ensinar a dançar” (Editora Valer).

Ela também foi diretora e coreógrafa do Núcleo Univer-sitário de Dança Contemporânea (Nudac), o corpo de dança contemporânea da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e participou da criação do curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – instituição onde é coordenadora da pós-graduação em Dança-Educação da Escola Superior de Artes e Turismo e da revista eletrônica ‘Aboré’.

Por Luiz Otávio

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