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Produtos mais caros nas feiras do Amazonas, vendas caem 50%

Preços de produtos regionais e do Sul do país, aumentaram até aproximadamente 90%, como é o caso da cebola, que estava em falta por conta das condições climáticas nos Estados produtores - foto: Ione Moreno

Preços de produtos regionais e do Sul do país, aumentaram até aproximadamente 90%, como é o caso da cebola, que estava em falta por conta das condições climáticas nos Estados produtores – foto: Ione Moreno

Agricultores de 22 municípios do Amazonas amargam um prejuízo de R$ 66.017.127,37 causado pela cheia dos rios deste ano. Os estragos na produção de frutas, verduras e dificuldades na criação de aves, bovinos e suínos inflacionaram os preços dos alimentos nas feiras e têm causado preocupação em empresários.

Na Feira da Manaus Moderna, Centro, zona sul de Manaus, vários comerciantes afirmaram que a alta assustou os consumidores e as vendas chegaram a cair para 50% neste período. Trazida do sul do Brasil, a cebola está entre os legumes mais caros. Conforme proprietários de bancas na feira. O valor do quilo da leguminosa passou de R$ 4 para R$ 7.

De acordo com um permissionário da Manaus Moderna identificado como ‘Boby’, o preço aumentou aproximadamente 87,5% em razão das dificuldades de transporte, o preço do frete e a distribuição do alimento. “Os produtos regionais tiveram bastante aumento, mas os que compramos de fora, como a cebola, ultrapassaram muito os valores. O único legume que não encareceu foi o tomate, que diminuiu R$ 1. Entretanto, há chances de alta”, alertou.

O permissionário de uma banca de frutas na feira Francisco Oliveira da Silva relatou que não tem abastecido o estoque do ponto como costuma fazer em outras épocas do ano. “As vendas tiveram uma queda muito grande. Antes eu abastecia até três vezes na semana, agora mal consigo fazer isso duas vezes. Vendíamos muito abacaxi, mas está tudo parado por causa do reajuste do preço. Atualmente vendemos três unidades por R$ 10”, contou.

Segundo o sócio da Cooperativa Agropecuária do Novo Remanso (Coopnore), Claudiomar Mendonça, tanto os produtores quanto os pecuaristas e produtores de lacticínios têm sofrido com a enchente em Itacoatiara (a 267 quilômetros de Manaus). “Nós estamos com um prejuízo muito grande. A produção de queijo está complicada, pois o gado precisa de pasto na terra firme. Antes o quilo era R$ 10 e com essas adversidades o preço ficou R$ 6 mais caro”, disse Mendonça, que é proprietário de uma fábrica de polpas de frutas regionais.

O cooperativista contou que o abacaxi, a principal cultura do município, é um dos produtos que mais encareceu por causa das perdas, e que por causa do elevado preço da fruta, a produção das polpas de frutas em sua usina têm diminuído.

“Está muito caro comprar abacaxi. Estamos com prejuízos, pois esse era o carro-chefe da fábrica e tivemos que reduzir a produção. Em média, o quilo do abacaxi custava R$ 1,50. Agora custa em torno de R$2,50. A polpa de cupuaçu, que é da região, tem bastante saída, mas a fruta chega a faltar. Os produtores estão desestimulados a plantar”, contou o empresário.

Por Cecília Siqueira

 

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