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Produção industrial no Amazonas continua em queda, informa o IBGE

Quando comparado ao mesmo mês do ano passado, a queda da indústria foi de 3,2%- foto: divulgação

Quando comparado ao mesmo mês do ano passado, a queda da indústria foi de 3,2%- foto: divulgação

A indústria está fabricando cada vez menos produtos em Manaus. Pelo nono mês consecutivo, o setor registrou queda na produção. Desta vez, 4,7% em fevereiro na comparação com janeiro deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período de nove meses, a queda foi de 26,7%. Considerando os trimestres, a baixa foi de 4,8% na atividade tendo como parâmetro de levantamento dos dados janeiro e fevereiro de 2016. A trajetória descendente começou em dezembro de 2014.

Na comparação com igual mês de 2015, o setor industrial do Amazonas recuou 25,0% no índice mensal de fevereiro de 2016, vigésima terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos dois primeiros meses do ano apontou recuo de 28,0%, ritmo de queda mais intenso do que aquele verificado ao último trimestre do ano passado (-23,0%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -18,4% em janeiro para -18,7% em fevereiro de 2016, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,4%).

A produção industrial do Amazonas recuou 25,0% em fevereiro de 2016 frente a igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de taxas negativas, já que nove das dez atividades pesquisadas assinalaram queda na produção.

O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,8%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores.

Vale mencionar ainda os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-35,4%), de máquinas e equipamentos (-77,6%), de bebidas (-11,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-45,9%), explicados, em grande medida, pela menor produção de motocicletas e suas peças, no primeiro; de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), terminais comerciais de autoatendimento e aparelhos ou equipamentos de ar-condicionado para uso central, no segundo; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no terceiro; de óleos combustíveis e óleo diesel, no quarto; e de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, baterias e acumuladores elétricos, fios, cabos e condutores elétricos com capa, fornos de micro-ondas e aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio, no último. Por outro lado, o único impacto positivo veio do setor extrativo (0,6%), impulsionado, especialmente, pela maior extração de gás natural.

No indicador acumulado para o primeiro bimestre de 2016, a indústria do Amazonas recuou 28,0% frente a igual período do ano anterior, com a maior parte (9) das dez atividades pesquisadas mostrando queda na produção. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-44,0%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptordecodificador de sinais de vídeo codificados, rádios para veículos automotores e computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes).

Vale mencionar ainda os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-37,5%), de bebidas (-21,0%) e de máquinas e equipamentos (-79,4%), explicados, em grande medida, pela menor produção de motocicletas e suas peças, no primeiro; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no segundo; e de aparelhos de arcondicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no último. Por outro lado, o único impacto positivo veio do ramo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), impulsionado, especialmente, pela maior produção de gasolina automotiva.

Por equipe EM TEMPO online

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