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Com alta tímida em setembro, produção industrial do AM tem o maior recuo do país no acumulado do ano

No setor de equipamentos de informática, os produtos eletrônicos e ópticos exerceram a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria - foto: Michell Mello

No setor de equipamentos de informática, os produtos eletrônicos e ópticos exerceram a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria – foto: Michell Mello

Apesar de um ligeiro crescimento de 0,1% em setembro em relação a agosto, a produção industrial do Amazonas apresentou o maior recuou do país no acumulado de janeiro a setembro (-14,5%), bem como no dos últimos doze meses (13,5%). Os dados foram divulgados nesta ter-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O crescimento de setembro a produção industrial amazonense ocorreu após o setor registrar três quedas consecutivas no confronto com os meses anteriores, e com isso acumulou perdas de 5,5%. Entre os 15 Estados pesquisados, mais o Nordeste, no comparativo de setembro de 2015 ao de 2014, o Amazonas foi o Estado com o terceiro pior desempenho, com -13,1, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-19,7) e do Mato Grosso (-18,3).

De acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o momento da economia no Estado e no Brasil é muito ruim e não há expectativas a curto e médio prazo para que esses dados se mostrem favoráveis. Segundo ele, em setembro, apesar do ligeiro crescimento na produção, se travava de um mês em que o setor deveria abastecer o comércio, que deveria apresentar geração de empregos. “Mas estamos em baixa. Sem empregos não temos consumo, sem consumo não temos dinheiro circulando”, observou.

Conforme o levantamento do IBGE, os setores que mais apresentaram quedas foram os de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-22,1%) e de bebidas (-13,0%). No setor de equipamentos de informática, os produtos eletrônicos e ópticos exerceram a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, sobretudo, pela menor produção de televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes), telefones celulares, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e monitores de vídeo, com queda de 30,4%.

No segmento de derivados do petróleo e biocombustíveis a queda foi de 5,5. Outros setores que também influenciaram negativamente os números foram os de máquinas e equipamentos (-29,9%); de coque, borracha e de material plástico (-24,1%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-26,3%), de outros equipamentos de transporte (-4,6%) e de produtos de metal (-12,0%), pressionados, em grande medida, pela menor fabricação de aparelhos de ar-condicionado. Outros recuos importantes ocorreram nas atividades de outros equipamentos de transporte (-12,3%), de bebidas (-6,4%).

Por Stênio Urbano

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