Economia

Produção industrial do Amazonas registra queda de 15% de janeiro a julho, diz IBGE

Já em comparação no mês de julho deste ano com mês anterior, o Amazonas se manteve estagnado, não apresentando nenhuma mudança  – foto: divugação

Já em comparação no mês de julho deste ano com mês anterior, o Amazonas se manteve estagnado, não apresentando nenhuma mudança – foto: divulgação

A produção industrial no Amazonas registrou  queda de 15% nos sete primeiros meses de 2016. Com esse resultado, o Estado ocupou a terceira pior posição dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9).

Já em comparação no mês de julho deste ano com mês anterior, o Amazonas se manteve estagnado, não apresentando nenhuma mudança. Em relação a julho de 2015, o Estado teve uma queda de 4,4%.  Já no acumulado nos últimos 12 meses, registrou um recuo de 17,1%.

A queda foi influenciada por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital, (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhões e veículos para transporte de mercadorias); bens intermediários (autopeças, produtos de minerais não-metálicos, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, derivados do petróleo e indústrias extrativas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da ‘linha branca’ e da ‘linha marrom’, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (calçados, produtos têxteis, vestuário e bebidas).

Nacional

No país, a produção industrial cresceu em julho e completou cinco meses de alta. Nesses cinco meses de variações positivas, a indústria acumulou alta de 3,7%. O aumento, claro, recupera apenas parte das perdas do ano passado.

As maiores altas mensais foram observadas em Pernambuco (3,9%), Paraná (2,6%) e Espírito Santo (2,3%). Seis locais tiveram queda em julho em relação a junho. A Bahia registrou a maior queda (-11,2%), seguida por Santa Catarina (-3,1%) e Rio Grande do Sul (-2,8%).

Em relação a julho de 2015, o Espírito Santo lidera a queda na produção industrial, ao recuar 21,2%. O Estado é seguido por Bahia (-19,2%) e Rio Grande do Sul (-11,9%), que ficaram acima da média nacional (-6,6%).

São Paulo teve queda de 1,8% na base de comparação, enquanto no Rio de Janeiro o recuo foi de 5% e em Minas Gerais, de 4,3%. Apenas Pará (9,9%) e Mato Grosso (3,1%) tiveram crescimento na comparação com julho do ano passado, impulsionados pelo avanço da indústria de produtos alimentícios e de indústrias extrativas, respectivamente.

No acumulado do ano, a maior retração é registrada pelo Espírito Santo (-22,4%), seguido por Pernambuco (-15,7%). Pará (10,2%) e Mato Grosso (9,9%) são os únicos Estados a registrar crescimento. No ano, a produção industrial acumula queda média de 8,7% no país.

Por equipe EM TEMPO Online

Com informações da Folhapress

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