Economia

Procura por macaxeira e banana aumenta 20% em Manaus

A banana pacovã é o preço, que caiu dos R$ 30 para apenas R$ 10 – fotos: Ione Moreno

Dois dos produtos mais utilizados nos pratos típicos das festas juninas, a banana pacovã e a macaxeira estão com a oferta em alta em Manaus e região metropolitana, mesmo com a cheia prejudicando a safra no Amazonas. O bom momento é atribuído à produção vinda de outros Estados vizinhos, como Pará, Roraima, Rondônia e Acre.

No ano passado, a oferta da banana, por exemplo, foi baixa

De acordo com os vendedores das feiras da Manaus Moderna e da Banana, a banana pacovã está com oferta até 20% maior, enquanto que a da macaxeira está, ao menos, 15% maior que no ano passado também.

Em decorrência da enchente, a oferta no Amazonas deve ser menor, o que faz com que a demanda de Manaus e interior seja complementada pelos produtos “importados” de outros Estados como Roraima e Acre.

O feirante Almiro Rocha, 48, que atua na feira da Banana, disse que no ano passado a oferta do produto foi baixa e, por esse motivo, o preço estava em alta. Este ano, a oferta de banana está de 15% a 20% maior. “A cheia vem afetando a safra, mas não ao ponto de acabar 100% da produção, mas precisamos de abastecimento de outros Estados”, explicou.

Almiro conta que, agora, os produtores se preparam melhor para enfrentar a cheia. Antes das enchentes grandes, os produtores plantavam apenas nas áreas baixas e acabavam perdendo a plantação. Atualmente, eles se preocupam antes e plantam em terras altas e a cheia não afeta toda a produção. Um exemplo da alta na oferta da banana pacovã é o preço que caiu dos R$ 30, em média, no ano passado, para apenas R$ 10 este ano, para o cacho.

Outra feirante, Judite Silva, 64, vendedora de macaxeira, fez um curso no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e se qualificou para oferecer o produto, até para aproveitar que este ano a oferta do produto para o Amazonas está 15% maior. “Maior parte da macaxeira que eu vendo vem de fora, dos municípios de Alenquer e Santarém, no Pará, para complementar a remessa que vem da comunidade de Jandira em Manacapuru”, contou.

A macaxeira está com a oferta em alta mesmo com a cheia prejudicando a safra no Amazonas

Judite vende a macaxeira do tipo branca por R$ 60 o saco, e a do tipo manteiga está custando R$ 75, podendo ter um desconto para custar até R$ 70. Ela também vende a macaxeira toda descascada por apenas R$ 3 o quilo e a polpa da macaxeira por R$ 5 o quilo, um diferencial que a feirante alcançou depois que fez um curso no qual aprendeu a manusear as técnicas de produção.

Em falta

Outros produtos que também são utilizados para produzir receitas das festas juninas, a batata-doce e a castanha estão com estoque insuficiente para os mercados de Manaus. O vendedor de castanha Bento Nunes, 48, informou que a safra do produto está em baixa, mas não tem nenhuma relação ou influência da cheia. “A castanha é fruta nativa e tem ano que tem bastante, mas em outros fica em falta”, detalha.

De acordo com o feirante, atualmente, o preço está caro porque sai por R$ 100 uma lata da castanha. “A oferta desse ano foi fraca. A castanha só vem para as feiras quando dá para abastecer as indústrias, e esse não ano elas entraram com preço absurdo”, disse.

A batata-doce, também em falta, está custando R$ 170 em um saco de 50 quilos. Esses produtos nativos da região se comparam ao tucumã, pois não sofrem tanta influência da cheia.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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