Economia

Procura por itens tradicionais da festa junina ainda é baixa, diz feirantes

O feirante Alexsander Souza Barroso, afirma que no período de junho, de 2014, as vendas de camarão foram melhores que 2015. foto: Asafe Augusto

O feirante Alexsander Souza Barroso, afirma que no período de junho, de 2014, as vendas de camarão foram melhores que 2015. foto: Asafe Augusto

 

Os feirantes da Manaus Moderna, no Centro, dividem opiniões sobre a expectativa de vendas dos ingredientes de comidas típicas das festas juninas, neste ano. Enquanto alguns afirmam que as vendas se mantêm, outros veem redução em seus lucros e atribuem queda à crise econômica.

O feirante Alexsander Souza Barroso, 27, afirma que no período de junho, de 2014, as vendas de camarão foram melhores que 2015.

“Comparando este ano com o outro é mais fácil ter redução nas vendas. A crise está afetando o consumidor e ele está se retraindo, quem comprava mais agora compra menos”, afirma Alexsander.

Para o vendedor de frutas Jhony Soares, 23, as vendas estão a passos lentos por conta da cheia. “Este ano está muito devagar, a cheia está atrapalhando, o pessoal não desce para comprar,” reclama Jhony sobre as vendas.

Para o vendedor de peixe, Ivo Almeida, 34, a venda do pirarucu até o momento não é boa. “Até agora não estamos vendendo bem, ano passado nesse período de festa junina eram vendidos 250 quilos de pirarucu por semana. Neste ano não chega nem a 100 quilos por semana”, avalia Ivo.

Crescimento

Alguns dos feirantes afirmam que o início do mês de junho  está com a mesma quantidade de vendas, em relação ao mesmo período de 2014.  Entretanto, esperam crescimento na procura.

De acordo com o vendedor de bananas Rafael Silva Xavier, 24, durante o mês de junho os pedidos dobram e as vendas crescem.

Empolgada com as festas juninas, a vendedora de frutas Rose Machado, 49, afirma que no período das festividades ela vende bastante. Contudo, conta que nos anos anteriores a saída dos produtos era bem maior.

“No mês de junho e julho nós vendemos mais os produtos, pois quando termina o Festival na Bola da Suframa, o povo continua fazendo festa nos bairros”, observa Rose.

“Estamos vendendo bem, mas lembro que há quatro anos eu vendia muito mais morango, maçã e laranja para fazer os doces da festa. Hoje só a goma, a farinha de tapioca, o tucupi e o  milho continuam com uma boa saída”, completa a feirante.

Consumidores

A aposentada Heloísa Carvalho, 60, organiza todos os anos uma festa junina na própria residência. Entretanto, ela reclama dos preços e diz que o momento é de economizar.

“Para uma festinha com poucas pessoas não dá para gastar menos de R$ 400 em comida. A crise está batendo à porta de todo mundo e os preços estão altos por conta da inflação. Tudo isso faz com que nós consumidores gastemos menos por não saber o que pode acontecer futuramente”, afirma a aposentada.

Por Asafe Augusto (especial EM TEMPO online)

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