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Principal alvo de operação do MPE-AM por desvio de verbas em Iranduba, Xinaik Medeiros se entrega

Momento em que Xinaik Medeiros chega á sede do MPE-AM - foto: Diego Janatã

Momento em que Xinaik Medeiros chega á sede do MPE-AM – foto: Diego Janatã

Principal alvo da operação Cauxi, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) para investigar desvio de verbas públicas no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), o prefeito Xinaik Silva de Medeiros acaba de entregar.

Ele chegou à sede do MP-AM, na avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste de Manaus, por volta de 10h15, na companhia do seu advogado, Alberto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM).

Os trabalhos de investigação estão sendo desenvolvidos pelo Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e Secretaria de Segurança Pública, por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência. Participam da ação 156 servidores, entre membros do MPE-AM, Polícia Civil e CGU.

As investigações tiveram início há três meses e apuram o desvio de mais de R$ 56 milhões em verbas públicas, por meio de contratos de obras, serviços e aquisições de materiais. “Cruzamos alguns dados em parceria com o tribunais de contas do Estado e União que indicavam os desvios e partir de então aprofundamos as investigações”, disse Fábio Monteiro, procurador-chefe do MPE-AM.

Até o momento desta publicação, já foram presos a irmã do prefeito, Nádia Medeiros, o secretário de economia e finanças, David Queiroz, e o chefe da comissão geral de licitação de Iranduba, Edu Correa Souza. Outro alvo de prisão que também está foragido é o secretário de infraestrutura do município, André Maciel Lima.

Outras 15 pessoas, entre funcionários públicos e empresários, estão do conduzidos coercitivamente (obrigadas) para prestar depoimento.

Os mandados de prisão temporária e preventiva, assim como de condução coercitiva, foram expedidos pela desembargadora Carla Reis e estão sendo cumpridos desde as primeiras horas do dia por agentes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), tanto na sede da prefeitura – que foi cercada -, quanto em outros órgãos e residências dos envolvidos. Outros estão sendo cumpridos em Manaus, onde empresários envolvidos no caso têm as sedes de seus negócios.

Entre as acusações que pesam conta os alvos da operação Cauxi estão peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade.

Todos os presos e equipamentos apreendidos serão trazidos para a sede do MP-AM, em Manaus, onde serão tomados todos os depoimentos.

Dinheiro apreendido

Ainda nesta manhã, agentes da Polícia Civil apreenderam na casa de Xinaik Medeiros, em Iranduba, a quantia de aproximadamente R$ 13 mil, além de documentos que comprovariam o envolvimento do prefeito nas fraudes que estão sendo investigadas pelo MP-AM.

Além de Simonetti, Medeiros está sendo assessorado por mais quatro advogados. Ele já fez exame de corpo de delito e deve descer até às 13 para o Comando de Policiamento Especializado (CPE), onde ficará sob custódia preventivamente.

Por Yndira Assayag

Texto atualizado às 11h para inserção e correção de dados.

Colaboraram Michelle Freitas e Josemar Antunes

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