Esportes

Princesa recorre a velhos conhecidos da torcida para a disputar a Copa do Brasil

 Veterano, atacante Nando é um dos atletas que retornam ao Princesa- foto:arquivo/EM TEMPO


Veterano, atacante Nando é um dos atletas que retornam ao Princesa- foto:arquivo/EM TEMPO

O velho ditado que diz que o bom filho à casa torna pode perfeitamente definir a formulação do elenco do Princesa do Solimões neste início de temporada. O Alvirrubro de Manacapuru (cidade a 84 quilômetros de Manaus) tem na lista de reforços para 2016 velhos conhecidos da torcida. Um deles é Michell Parintins, artilheiro do Campeonato Amazonense de 2014 com a camisa 8 do Tubarão.

A lista tem também os atacantes Edinho Canutama, Branco, Nando e Marinelson, que jogaram pelo time no ano passado. São jogadores que atuaram também por Nacional, Fast e Penarol. Eles têm larga experiência no futebol amazonense. Outros conhecidos, como o goleiro Labilá e o volante Toró, que estavam no Fast e Operário, respectivamente, também vão defender a camisa vermelha e branca da equipe do interior.

Para o experiente centroavante Branco, 30, que retorna ao Tubarão, a esperança em renovação de contratos sempre esteve presente, apesar da falta de atrativo por clubes concorrente. “Sempre havia um interesse de renovação. Adaptamos-nos muito bem com o clube e com o município (Manacapuru), mas por motivos de sondagens não tínhamos essa resposta. Este ano, a diretoria me procurou, e como havia me adaptado, não teve como dizer não”, afirmou Branco, depois de passar uma temporada no Pará.

“A diretoria está muito empenhada em montar um grande elenco. Aprendemos muito com nós mesmos pela experiência e a oportunidade de avançarmos na Copa do Brasil é grande. Tudo é possível”, completou Branco.

A intenção da diretoria é fechar o grupo com, no máximo, 23 atletas, informou o diretor de futebol do clube Raphael Maddy. Os setores mais carentes são a zaga, que tem apenas Peru, e as laterais, ainda sem atletas específicos na posição. A cabeça de área também é limitada, hoje tem apenas, Baé e Amaralzinho.

“Como vamos disputar uma competição isolada e o Amazonense só é no segundo semestre, tivemos que montar uma base para mantê-la devido ao curto período de testes. A Copa do Brasil é de tiro curto e temos que estruturar um time com quem já conhecemos. Por isso que alguns atletas estão retornando, principalmente os que jogaram no ano passado, além de manter essa base com conhecidos”, justificou Maddy.

Ordem é poupar

A preocupação dos dirigentes é não estourar o orçamento. Ainda mais agora que terá que pagar uma dívida de R$ 18 mil com o Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), de forma parcelada. O clube foi condenado por envolvimento em briga na final do Estadual de 2014 contra o Nacional. “Nós não podemos passar do nosso orçamento, não adianta trazer um monte de jogadores e não conseguir bancá-los. Até segunda-feira (1º), já vamos estar com esse time fechado, pois devem chegar os últimos atletas no final de semana. Nossa pretensão é fechar o elenco com 22 ou 23”, afirmou Maddy.

O dirigente acrescentou que o elenco deve iniciar os treinos assim que o técnico Zé Marco assinar o contrato de forma definitiva. “Nós esperamos o Zé Marco por esses dias e, depois, já queremos trabalhar com bola. Nosso adversário na Copa do Brasil (Chapecoense-SC) não é fácil, temos que estar aptos para ir para cima e conquistar a classificação”, declarou o dirigente.

Por Lindvan Vilaça

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir