Política

Primeiros candidatos à presidência da Câmara destacam perfil “mediador”

Primeiro candidato a discursar, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) iniciou sua fala citando a crise econômica que atinge o País e a crise política por que passa o Parlamento. “Quando a Câmara é atacada ou mal defendida, é cada um dos nossos mandato que atacam”, disse Maia. “Sei que estou pronto para navegar nessa tormenta, que passará. A Câmara, o Congresso e o Brasil são maiores que qualquer crise”, disse.

Maia também falou sobre a sua experiência como parlamentar de quinto mandato e filho de políticos, ressaltando que aprendeu a respeitar os acordos firmados no parlamente e que, caso eleito, irá assegurar a voz para a oposição. “A essência da regra do jogo democrático reside no amplo debate e no repeito ao direito da minoria”, disse.

O deputado disse que é apoiado pelo PSDB, PSB e PPS, além do DEM. Durante o discurso, Maia citou vários ex-presidentes da Casa, entre eles Ulisses Guimarães, Ibsen Pinheiro, Luíz Eduardo Magalhães, o senador Aécio Neves (PSDB-M) e o presidente interino, Michel Temer, como exemplo de mediadores no parlamento. “[Exemplos de] cordialidade e estrito respeito aos ditames do espírito público”, disse.

Em seguida foi a vez do candidato do PV, Evair Vieira de Melo (ES), ocupar o pulpito. No seu discurso, o deputado disse que a Câmara tem que se pautar pela sustentabilidade e que, diante da crise política, a Câmara tem que voltar a ocupar o protagonismo na construção da democracia brasileira.

O deputado citou os escândalos de corrupção envolvendo membros da Casa, a que chamou de “vícios impregnados na política”. “Não é parte do meu papel realizar o julgamento dos envolvidos, para isso temos o Conselho de Ética e o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Segundo Vieira de Melo, a Câmara precisa ser um espaço a novos pensamentos e ideias. “Carecemos de um líder que não seja convencional, que não seja servo das autoridades, pacificador, mediador”, disse.

Vieira de Melo listou a imparcialidade como uma das virtudes do novo presidente, que deverá ser capaz de comandar a Câmara com independência e bom senso. “O presidente deve respeitar a todos, maioria e minoria”, disse. “O povo é o legislador supremo, criticando, aplaudindo e opinando sobre as decisões dos legisladores”, afirmou, lembrando que a Casa está marcada por escândalos e que o momento pede o “abandono de ideias retrógradas e da cultura medieval”.

Transparência

Decano entre os deputados, com 11 mandatos, Miro Teixeira (Rede-RJ) foi o terceiro a discursar. O deputado começou o seu discurso dizendo que a Câmara deve ter mais transparência. Miro citou um documento encaminhado ontem à Mesa Diretora por diversas organizações e que cobra, entre outros pontos, maior participação social no processo legislativo.

O documento também pede a divulgação da pauta do Plenário com antecedência mínima de uma semana e inserção na pauta de matérias que tratem de reforma política e combate à corrupção. “Se nós tivermos a capacidade de entender o que está contido nessas mensagens, vamos reverter uma curva de dramático sentimento de abatimento ao longo dos espisódios vividos no ano passado e nesse ano na sociedade brasileira”.

Miro defendeu o combate à corrupção como uma das primeiras ações que devem ser tomadas pelo novo presidente da Casa e disse que, ser for eleito, colocará imediatamente em votação o projeto de lei de iniciativa popular e que apresenta dez medidas de combate à corrupçaõ. O documento foi entregue no parlamento, em junho, por integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato.

Teixeira disse ainda que o Legislativo não pode ser submisso ao Executivo e que a Câmara tem que ter uma pauta própria.

Baixo clero

Integrante do centrão, o deputado Giacobo (PR-PR) falou me seguida. Giacobo. Atual 2º vice-presidente da Casa, em eleição avulsa, Giacobo centrou o seu discurso nos parlamentares do chamado baixo clero.

Giacobo começou a sua fala agradecendo aos parlementares pelo apoio e enfatizando as sessões que comandou após o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Agradeço a todos pelo apoio que recebi desde maio, quando dirigi grande parte das sessões nas quais votamos importantíssimas matérias. Não fosse a vontade de servir ao país de todos os pares, não teríamos avançado tanto”, disse.

O deputado também criticou a desmoralização da política e destacou que a maioria dos parlamentares trabalha muito no Plenário, nas comissões e outras esferas de atuação da Câmara dos Deputados.

Primeira mulher

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) foi a quinta candidata a discursar. Cristiane, ao lado de Luiza Erundina (PSOL-SP), são as duas únicas mulheres concorrendo à presidência. A candidata começou seu discurso dizendo estar tranquila “com a candidatura e com o número de votos que receberá”.

Em sua fala, Cristiane defendeu o diálogo para “equilibrar as posições da Casa”. “Devemos equilibrar o diálogo entre oposição e situação. Devemos equilibrar nossas posições para ajudar o Brasil a voltar a crescer. Esse é o verdadeiro motivo de lançar minha candidatura”, disse.

Por Agência Brasil

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2016 EM TEMPO Online. Todos Os Direitos Reservados.

Subir