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Primeira parcela do 13º de Estado e prefeitura deve injetar R$ 225 mi na economia a partir de julho

Foto: divulgação

Trabalhadores ainda tem duvidas do que vão fazer com o 13º, neste ano – foto: divulgação

O pagamento da primeira parcela do 13º salário pela prefeitura de Manaus e governo do Estado devem injetar R$ 225 milhões na economia do Amazonas a partir de julho. Representantes da indústria e comércio, porém, se queixam do momento financeiro e dizem que ainda não sabem quanto será pago aos seus trabalhadores.

Apesar das dificuldades no orçamento, o Secretário municipal de Finanças (Semef), Ulisses Tapajós, afirmou que para os funcionários do município o pagamento será efetivado na segunda quinzena de julho, assim como foi programado desde o início do ano. Ele disse ainda que os R$ 60 milhões destinados a primeira parcela do décimo já está em caixa.

“Nesse ano, tivemos muitas dificuldades por conta da frustração de receita. Estamos arrecadando pouco no município”, disse Tapajós ao ressaltar que a secretária de finanças tem trabalhado em cima da restrição de gastos e economizando para que os pagamentos sejam cumpridos aos servidores.

Na última segunda-feira (20), o governador do Amazonas, José Melo, divulgou que o estado parcelará em três vezes o pagamento do décimo, neste ano. Em julho, será pago 30%, e em setembro os outros 20%. A outra fatia correspondente à 50% será paga em dezembro, como manda a lei.

Mesmo com as complicações nos cofres públicos, que já foram admitidas pelo próprio governador, o total da primeira parcela será de R$ 165 milhões, que serão injetados na economia do Estado.

Na indústria, que há dois anos vem passando por dificuldades por conta do momento econômico do Brasil, não há ainda um montante de quanto será pago aos funcionários do Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, mesmo com todos os problemas que a indústria enfrenta, a primeira parcela do décimo terceiro salário será paga como diz a regra. “Não há uma data certa para todos, o que acontece é que cada empresa, ao dar férias no meio do ano, já paga a primeira parcela e a segunda é paga em novembro ou dezembro”, observou Périco.

Ele salienta que, neste ano, o montante a ser pago pode ser menor por conta das demissões que ocasionaram na diminuição da mão de obra no distrito.

Por conta de toda o imbróglio econômico e a diminuição do faturamento, os representantes do comércio também ainda não estimam o quanto será pago em 13º aos trabalhadores. De acordo com o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba Antônio Filho, o pagamento da primeira parcela será efetuado em novembro. “Ainda não temos como pontuar o quanto será pago. O varejo passa por um momento difícil e esses dados vamos ter com mais precisão em novembro”, disse.

Por Asafe Augusto

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