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Pressionado, Naça encara Dom Bosco-MT hoje na Arena da Amazônia

Com a necessidade de golear, Leão da Vila Municipal terá novidades na equipe titular para a partida desta noite - foto: Ione Moreno

Com a necessidade de golear, Leão da Vila Municipal terá novidades na equipe titular para a partida desta noite – foto: Ione Moreno

Para afastar o príncipio de crise e tensão que tomou conta do Nacional nos últimos dias, os comandados do ténico Heriberto da Cunha encaram, na noite desta quarta-feira, às 20h30, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, o Dom Bosco-MT, em duelo válido pela primeira fase da Copa do Brasil.

No confronto de ida, os amazonenses foram derrotados por 2 a 0 e agora precisam vencer por três gols de diferença. Caso o placar da partida em Cuiabá se repita a favor do Leão da Vila Municipal, o classificado será definido nos pênaltis. Quem avançar encara o Atlético-PR na segunda fase da competição.

Após a derrota para o Dom Bosco na última quarta-feira (20), na Arena Cuiabá, a torcida nacionalina invadiu o CT Barbosa Filho na sexta (22) e protestou contra as recentes atuações do time. Jogadores como o goleiro Roberto, o zagueiro Fabiano e o atacante Rodrigo Dantas foram os mais criticados pelos torcedores. A pressão, inclusive, resultou no afastamento do diretor de futebol do clube, Gilson Mota.

O técnico do Nacional, Heriberto da Cunha, minimizou os efeitos da pressão extra-campo sobre os jogadores. Para o comandante, a equipe é formada por atletas experientes, que sabem lidar com as críticas da torcida.

“Acho que os jogadores são bastante maduros. É um ou outro garoto que nós temos, mas são jogadores experientes que já passaram por essa situação em outros clubes. Eles têm condições de passar por isso, condições de reverter o quadro. É um momento bom para a gente, isso pode fazer com que a equipe amadureça mais. A gente vê nos próprios jogadores, um cobrando o outro. É um grupo que tem uma personalidade muito forte”, disse o técnico do Nacional.

Para o lateral-direito Osvaldir, a bronca da torcida já era esperada pelo desempenho que a equipe teve frente ao Dom Bosco. Segundo ele, o jogo desta quarta-feira é uma excelente oportunidade para fazer as pazes com a nação leonina.

“Pelas partidas que nós fizemos, esse foi nosso pior jogo. Não conseguimos executar o que o professor pediu. E nada melhor do que um jogo após o outro. Quarta-feira (hoje) já está aí para a gente mostrar não só para nós, mas para nossa torcida também, que sempre nos apoiou, que temos totais condições de reverter o placar”, afirmou Osvaldir.

Tranquilidade

Precisando vencer por três gols de diferença, a linha ofensiva do Nacional terá de superar o mau momento e fazer as pazes com o gol. Há três jogos – um mês e dez dias – os atacantes não balançam a rede. A última vez que isso aconteceu foi no triunfo leonino sobre o Santos-AP, pela primeira fase da Copa Verde. Na ocasião, os amazonenses venceram por 4 a 2, no estádio da Colina, com Wanderley, Tressor Moreno e Rodrigo Dantas anotando tentos.

“Nós estamos nos cobrando muito, porque a gente treina bastante, mas muitas vezes a bola não entra. Não é por falta de trabalho, falta mais calma na hora de finalizar. Da minha parte, eu que sou atacante, que vivo de fazer gol, sei que falta mais tranquilidade na hora de finalizar”, reconheceu o atacante Rafael Silva.

Para esta partida, Heriberto parece ter ouvido as reclamações da torcida leonina. Os principais alvos de protestos iniciarão a partida no banco de reservas. No gol, Roberto Gomes dará lugar a Thiago Régis. Na zaga, sai Fabiano e entra Edson Rocha. Na cabeça de área, Hugo ganhou a vaga de Osmar. Já no ataque, Rafael Silva substitui Rodrigo Dantas, que, inclusive, desperdiçou um pênalti no jogo de ida.

Os ingressos para o confronto desta noite serão vendidos somente nas bilheterias da Arena da Amazônia Vivaldo Lima, a partir das 18h, ao valor de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

 

Por André Tobias

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