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Presos 8 integrantes de torcida organizada que matou PM por agressão após confundi-lo com bandido

O bando foi autuado por lesão corporal seguida de homicídio e por lesão corporal - foto: Ana Sena

O bando foi autuado por lesão corporal seguida de homicídio e por lesão corporal – foto: Ana Sena

Oito homens integrantes da torcida organizada ‘Terror Bicolor’, do time paraense Paysandu, foram apresentados na manhã desta quarta-feira (23), na Delegacia Geral de Manaus, por envolvimento na morte do policial militar André Luís Silva do Rosário,32, ocorrida no dia 20 de dezembro do ano passado, no Novo Aleixo, Zona Norte da capital.

Os presos são Adenil Junio Osório da Silva, o ‘Osório’, 19; Ícaro de Oliveira Vasconcelos, 25, chamado de ‘Farol’; Janderson Souza Mota, 20, conhecido como ‘Jan’; José Paulo Gonçalves Sales, 22, o ‘Paulinho’; José Maria Tamborini Junior, 21, o ‘Junior Doido’; Jorge Mota da Silva Filho, 40, o ‘Jorgete’; Eloilson Cruz de Oliveira, 31, o ‘Eloi’; e João Paulo Souza da Silva, 27, chamado de ‘Jota’.

Eles foram presos na manhã de ontem (22), por policiais civis do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP) em bairros distintos de Manaus.

De acordo com o titular do 27ºDIP, delegado Márcio André de Almeida Campos, além do PM André, na ocasião do crime, outro policial miliar, identificado como Jeferson Jesus de Castro, 23, foi ferido na ação dos torcedores, mas felizmente sobreviveu.

O delegado explicou que, na ocasião, os dois PMs foram até um estabelecimento comercial onde estava sendo realizada uma comemoração de duas torcidas organizadas, a procura de dois homens não identificados, que teriam roubado, horas antes, a esposa de André.

Porém, quando chegaram ao local, começaram a abordar os integrantes da torcida. Nesse momento, eles foram confundidos com assaltantes e agredidos com chutes, garrafadas e cadeiradas.

“Alguns dos presos negam a participação e outros confirmam. Um deles relatou que os PMs chegaram ao local agindo com truculência e falando palavrões, por esse motivo acharam que era um assalto e reagiram, agredindo as vítimas. Mas segundos eles, não sabiam que se tratavam de policiais, pois não teriam se identificados”, disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, os depoimentos da esposa de André e do PM Jeferson Jesus são contraditórios. Então as investigações continuaram a apurar os fatos. Três pessoas continuam foragidas.

Conforme o delegado, o grupo foi identificado a partir de fotos que foram feitas no dia da festa, através de depoimentos de testemunhas, além de conversas por um aplicativo de mensagens, onde os suspeitos comentavam sobre o crime.

O bando foi autuado por lesão corporal seguida de homicídio e por lesão corporal. Após os procedimentos cabíveis, os envolvidos serão levados para uma das unidades prisionais da capital.

Por Mara Magalhães

Com informações de Ana Sena

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