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Preso no Colônia suspeito de mandar executar empresário em 2014, após se recusar a pagar dívida

O homem foi preso por homicídio qualificado. Após os procedimentos feitos na delegacia será levado à Cadeia Pública - foto: Ana Sena

O homem foi autuado por homicídio qualificado. Após os procedimentos feitos na delegacia será levado à Cadeia Pública – foto: Ana Sena

O mecânico Tomaz Antônio Lima Mendonça, 35, foi apresentado na manhã desta quarta-feira (21), na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), apontado como o mandante do homicídio do empresário José Eraldo Nobre, 45, ocorrido no dia 21 de outubro de 2014, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital.

Conforme a polícia, o suspeito foi preso na tarde dessa terça-feira (20), por volta das 16h30, no Porto Chibatão, localizado no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Os policiais chegaram até ao suspeito após várias de denúncias anônimas informando a sua localização.

O delegado titular da DEHS, Ivo Martins, informou que o crime correu em decorrência de uma cobrança que a vítima fez ao suspeito. Na época do crime, José Eraldo entregou uma caminhonete para Tomaz e, em troca, o infrator deveria consertar uma retroescavadeira pertencente ao empresário. No entanto, o serviço não foi concluído e a vítima exigiu que o homem devolvesse o veículo.

O mecânico teria se recusado a entrega-lo e, irritado com a exigência, ordenou que dois funcionários dele, identificados até o momento somente como ‘George’ e ‘Bartolomeu’, executassem José Eraldo.

Os autores do crime planejaram uma emboscada para a vítima, levando-a até a rua Newton Vieiralves, no conjunto Amazonino Mendes, bairro Novo Aleixo, Zona Norte, onde o excetuaram com um tiro no olho. A dupla continua foragida.

Em depoimento, o suspeito relatou que no dia do crime estava trabalhando no município de Manacapuru (a 86 quilômetros da capital) e nega ser o mandate do homicídio.

“Eu conhecia a vítima, mas não tinha nada contra o homem. Não fiz nenhum serviço para ele, sou inocente, não mandei matar ninguém”, disse o mecânico.

Porém, Ivo Martins, falou que teve acesso a escutas telefônicas nas quais Tomaz conversa com os executores e planejam o crime. “Temos provas suficientes que incriminam o Tomaz. Em uma das conversas, um dos autores fala que já matou a vítima”, concluiu o delegado.

O homem foi preso por homicídio qualificado. Após os procedimentos feitos na delegacia, ele será levado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, onde ficará à disposição da justiça.

Em nota, o grupo Chibatão esclareceu, que o suspeito, que é funcionário da empresa, não se encontrava nas dependências do porto no momento da prisão e sim na rua Zebu, via de acesso a diversas empresas no Colônia.

A nota informa ainda que “o respectivo cidadão passou por todos os processos admissionais previstos na lei do trabalho e que apresentou todas as certidões negativas e nada constava”.

Por Mara Magalhães

Com informações de Ana Sena

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