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Preso na operação ‘Timbó’, prefeito de Santa Izabel será ouvido hoje no MPE

O grupo desviou em três anos mais de R$ 10 milhões da prefeitura do município - foto: Edmar Barros

O grupo desviou em três anos mais de R$ 10 milhões da prefeitura do município – foto: Edmar Barros

O prefeito do município de Santa Isabel do Rio Negro (a 630 quilômetros de Manaus), Mariolino Siqueira (PDT), preso nesta terça-feira (10) durante a operação ‘Timbó’, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), será ouvido na tarde dessa quarta-feira (11), na sede do órgão, localizado na avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus.

A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa, da qual o prefeito de Santa Isabel fazia parte. O grupo desviou em três anos mais de R$ 10 milhões da prefeitura do município.

Além do chefe do Executivo municipal, foram presos a esposa dele, Regina Flávia Dias Coimbra, o filho e contador da prefeitura, Mariolino Siqueira de Oliveira Júnior, os secretários de administração, João Amorim Ribeiro Júnior, de finanças, Sebastião Ferreira de Moraes, e de obras, Carlos Augusto Araújo dos Santos. Além desses, a coordenadora da casa de apoio da prefeitura, Bruna Soraya da Silva Barbosa, e o taxista Raimundo Mendes Neto.

Conforme a assessoria do MPE-AM, os presos começaram a serem ouvidos ainda na tarde de ontem, assim que chegaram na sede do órgão, porém, como os depoimentos são demorados, nem todos foram ouvidos. Além do prefeito, serão ouvidos hoje a esposa dele e a coordenadora da cada de apoio.

Ainda segundo a assessoria do órgão, a operação poderá ter continuidade, vai depender dos depoimentos dos presos. O grupo foi detido em cumprimento a mandados de prisão preventiva e temporária.

O grupo criminoso desenvolvia ações coordenadas com a finalidade de desviar dinheiro público mediante a prática de peculato, lavagem de dinheiro, fraudes e atos de corrupção.

Segundo o MPE, o rombo de mais de R$ 10 milhões corresponde a saques em dinheiro efetuados na boca do caixa, além de transferências bancárias para contas pessoais, movimentados em sete contas da prefeitura, dentre elas, a da folha de pagamento, no período compreendido entre janeiro de 2013 a janeiro de 2016.

Por equipe EM TEMPO Online

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