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Presidiárias promovem princípio de rebelião no Centro de Detenção Provisória Feminino, na Zona Rural de Manaus

CDP

Motim realizado no presídio recém inaugurado teve queima de colchões e quebra de grades, mas foi contido pelos guardas, aparentemente sem reféns, mortos ou feridos – foto: Geraldo Farias

Um grupo de internas do recém inaugurado Centro de Detenção Provisória Feminino (CDP) promoveu, na noite desta quarta (30), um princípio de rebelião no presidio, localizado no quilômetro 8 da BR-174 (rodovia Manaus-Boa Vista), na Zona Rural da capital amazonense. 

Conforme informações fornecidas pela polícia, as detentas chegaram a por fogo em colchões e quebrar algumas grades do presídio, durante o motim.

Em duas horas de tumulto – entre 19h30 e 21h30 –, contudo, não houve registros de mortos ou feridos, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). Ao final, as presas foram conduzidas para suas celas, sem ocorrência de fugas.

O fogo foi controlado por policiais da guarda interna do presídio e não há relatos de reféns durante a ocorrência.

Segundo relatos de testemunhas, um princípio de fuga teria desencadeado o conflito. Fontes na polícia, contudo, informam que a confusão foi precedida por um bate-boca entre as presidiárias rebeldes e um agente penitenciário.

Esta versão, aparentemente, é confirmada pela assessoria da Sejus, que informa que as presidiárias teriam ficado insatisfeitas com a transferência de internas da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa – localizada na avenida Sete de Setembro, Centro – para o CDP, que já se encontra próximo da lotação.

Reforço policial

Durante o motim, policiais militares e viaturas, de destacamentos diversos – Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda no Bairro, Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Cavalaria e Força Tática – foram mobilizados até o presídio.

Como reforço para evitar eventuais fugas e danos materiais, as forças de segurança também chegaram a instalar uma barreira no começo da rodovia que dá acesso à unidade prisional.

A rebelião ocorreu no mesmo dia em que uma inspeção de rotina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) – localizado na mesma área do CDP – encontrou 20 telefones celulares, 14 carregadores, alguns estoques (arma branca de produção caseira) e material supostamente entorpecente de posse dos detentos.

Por Equipe EM TEMPO Online

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