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Presidente do TJD-AM terá muito trabalho em 2016

Confusão na final do Campeonato Amazonense de 2014 ainda não foi julgada e não houve punições- foto: Diego Janatã

Confusão na final do Campeonato Amazonense de 2014 ainda não foi julgada e não houve punições- foto: Diego Janatã

Praticamente inoperante durante 2 anos, o Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) voltará a julgar processos sobre partidas de competições oficiais de futebol no Estado. O TJD foi desativado porque, segundo a Federação Amazonense de Futebol (FAF), não tinha local para funcionar. O advogado Edson Rosas Júnior, que já defendeu clubes como Nacional e Fast Club, é o novo presidente, tendo a advogada Maria Benigno como vice. Os dois encabeçaram a única chapa inscrita, que foi aclamada para comandar o tribunal. O ex-presidente, André Oliveira, encerra o mandato de 8 anos no final de 2015.

Rosas disse que não foi necessário fazer eleição, mas os representantes dos jogadores (Emerson Lima e Wagner Perez), da arbitragem (Carla Penha), da Ordem dos Advogados do Brasil (Rui Mendonça e Jaime Pereira) e dos clubes (João Carlos Bezerra e Elciney Correia) foram convocados para legitimar a nomeação dos novos dirigentes. O procurador do TJD-AM será Édson Massudo.

Edson afirmou, ainda, que solicitará processos pendentes de julgamento para avaliar e levá-los ao plenário. Além disso, pretende nomear uma comissão disciplinar para analisar as ações. “Isso não deve começar a funcionar nesse primeiro mês. A gente precisa estruturar, nomear a comissão, instalar um local em que a gente possa funcionar. Pelo que me disseram, da FAF tem algo em torno 20 processos para serem julgados. Aí, a gente precisa pegar esses processos, ver com quem está e mandar para a comissão, para que ela possa encaminhar ao procurador e este fazer a denúncia e pautar para o julgamento. Vamos ver a situação de cada processo, se há algum que prescreveu, mas isso vai para a comissão disciplinar”, explicou.

Não é a primeira vez que Rosas assume o TJD. Antes de André Oliveira, ele comandou a entidade por 4 anos e em outros 4 foi procurador. “Eu vou tentar fazer uma gestão no mínimo igual à outra, quando a gente deixou o tribunal totalmente estruturado. Então, experiência não falta”, disse. “A doutora Maria (Benigno) também tem uma história na Justiça Desportiva. Ela também trabalha nessa área. Vamos tentar fazer uma administração boa, correta e que realmente esteja para julgar processos”, completou.

Sem desculpas

Para realizar os julgamentos, Rosas Júnior disse que local não será o problema. “Isso é obrigação. Se aqui estou, estou porque quero. Então tenho que cumprir a minha função. Reunir é o de menos. O que não falta é lugar nessa cidade. Este será o menor enfrentamento, porque o que não falta é local, na OAB, na Assembleia, na Câmara, estamos estudando também a possibilidade de fazer convênios com as universidades para ajudar nos projetos de extensão aos alunos de direito. Então esse é o menor problema”, destacou.

Por Lindivan Vilaça

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