Política

Presidente do Sindframa quer apoio de vereadores

Belchior entregou ao presidente em exercício da Casa Legislativa, vereador Hiram Nicolau (PSD), uma carta dos servidores do órgão - foto: Thiago Correa/CMM

Belchior entregou ao presidente em exercício da Casa Legislativa, vereador Hiram Nicolau (PSD), uma carta dos servidores do órgão – foto: Thiago Correa/CMM

O presidente do Sindicato dos Funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Sindframa), Anderson Belchior recebeu, na manhã de desta segunda-feira (18), apoio dos parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM), após relatar durante a Tribuna Popular, os problemas enfrentados pelo órgão, e criticar o veto da presidente Dilma Rousseff contra a Medida Provisória (MP) 660/20104, que prevê a reestruturação salarial de mais de 700 funcionários da superintendência e propõe o reajuste dos vencimentos de forma escalonada, acabando de vez com o congelamento de salários desde 1991.

Na ocasião, Belchior entregou ao presidente em exercício da Casa Legislativa, vereador Hiram Nicolau (PSD), uma carta dos servidores do órgão, que aborda um histórico sobre as tratativas com o governo federal, do abandono da Zona Franca de Manaus (ZFM) pela União, além da perda de poder político e financeiro da Suframa e de seus servidores. Para Belchior, o veto à MP 660 representa o total desrespeito apresentado pelo governo federal com os trabalhadores amazonenses. “A mesa diretora desta Casa vai encaminhar uma Moção de Apoio, junto com o documento entregue ao Congresso nacional, à presidenta Dilma e aos ministérios interessados”, assegurou Hiram Nicolau.

Erros do governo

Na Carta, segundo Anderson, são informados os “erros” do governo federal e de como o órgão vem sendo tratado com desprezo nesses últimos 12 anos. “Não dá pra culpar o governo anterior ao PT do que vem acontecendo nesses últimos anos, visto que, no começo da carreira, em 1991, os servidores da Suframa ganhavam muito bem, éramos equiparados à Receita Federal, mas com a perda de poder político e financeiro, os servidores foram relegados a funcionários de quinta a sexta categoria”, disse Anderson Belchior, que criticou a falta de explicação da presidenta em relação ao contingenciamento dos recursos.

Ainda na tribuna, Anderson afirmou que por diversas vezes a categoria tentou conversar com os representantes do governo federal, a fim de chegar a um consenso viável para os servidores, porém não obtiveram êxito. “Nosso sentimento é de completo abandono e desrespeito”, lamentou o presidente do Sindframa.

“Não tem explicação a ser dada para a retenção dos recursos. Não se faz superávit com 300 milhões, principalmente quando se descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal”, observou Anderson, ao acrescentar ainda, que, por conta da retenção dos recursos à Suframa, o Estado corre grande risco econômico — “prova disso são algumas indústrias do Polo Industrial que já estão transferindo as suas linhas de produção para São Paulo. Acredito que qualquer enfraquecimento e esvaziamento da ZFM. Qual é o projeto para a Suframa ou para a Zona Franca de Manaus para os próximos 50 anos?”, questionou Anderson Belchior.

 

Por Equipe Jornal EM TEMPO

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