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Presidente da CMM, Wilker Barreto, derruba CPI dos combustíveis

 

Vereador Wilker Barreto derruba CPI dos combustíveis - foto: Tiago Correa/CMM

Vereador Wilker Barreto derruba CPI dos combustíveis – foto: Tiago Correa/CMM

O documento que propunha a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos combustíveis, de autoria do vereador Mário Frota (PSDB), foi derrubado antes de completar uma semana de protocolado na presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O balde de água fria na proposta de Frota foi barrada após a retirada de seis assinaturas motivadas pela orientação do presidente da casa, vereador Wilker Barreto (PHS).

O requerimento de número 2126/2015, que havia sido recebido pelo gabinete da presidência na quarta-feira passada (17) e trazia na sua redação a proposta da criação de uma CPI com a finalidade de investigar as distorções nos preços dos combustíveis produzidos e vendidos em Manaus, contava no primeiro momento com um total de 17 assinaturas apoiando a matéria, e ontem (24), o número foi reduzido para 11.

Wilker Barreto sustenta a tese de que os fatores para a ponderação da proposta e a orientação para que seus colegas retirassem os nomes do requerimento estão relacionados a sua avaliação de que a instalação de uma CPI é algo muito sério e uma ferramenta de grande valia para os legisladores, porém só deveria ser acionado tal mecanismo de investigação após se esgotarem os outros caminhos que levam à discussão ou a busca de soluções para o tema proposto.

“O pedido dessa CPI foi dado entrada no protocolo enquanto eu estava como prefeito em exercício, e no momento que me deparei com a proposta falei aos vereadores: a câmara não pode desconsiderar esse instrumento, mas temos que analisar vários pontos, como por exemplo quantas audiências públicas sobre o tema foram realizadas na casa? Houve negativa por parte dos empresários em dar as informações? Então eu acho que todo o rito deve ser cumprido”, justificou o presidente.

‘Forças ocultas’

Para o autor da proposta, vereador Mário Frota (PSDB), “forças ocultas” agiram na cabeça dos vereadores que retiraram as assinaturas do requerimento. Frota criticou a postura dos colegas e afirmou que em todos os seus mandatos, tanto de deputado estadual, federal e de vereador, nunca retirou o seu nome de qualquer documento parlamentar que já tivesse assinado. “Eu nunca coloquei a minha assinatura e tirei depois. Eu acredito que quando você assina um documento como parlamentar, você está assumindo um ato de responsabilidade com a sociedade”, protestou o tucano.

Frota ressaltou que propôs a instalação da comissão após apurar o absurdo que há nas disparidades do preço de combustíveis, que faz a população pagar o produto mais caro do Brasil.

“Um dos fatos que muito me intriga e dá base para a criação de uma CPI é que enquanto a gasolina é comercializada na capital do Estado de São Paulo a preços que variam de R$ 3,30, em áreas de maior poder aquisitivo, e de R$ 2,86 a R$ 2,89, nas áreas periféricas, apesar de a refinaria que abastece aquele mercado estar situada a quase 120 quilômetros da capital, nós precisamos pagar de R$ 3,59 a R$ 3,80, mesmo contando com o abastecimento da Refinaria de Manaus que se encontra dentro da capital”, comparou.

Por Helton de Lima (equipe EM TEMPO)

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