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Presidente da Amazon sai em defesa de juiz citado em escutas da FDN

Segundo Borges, Valois não será exonerado do cargo - foto: Raimundo Valentim

Segundo Borges, Valois não será exonerado do cargo – foto: Raimundo Valentim

O presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), Cássio Borges, saiu em defesa do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valois, citado durante conversas telefônicas entre os líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), João Pinto Carioca o ‘João Branco’ e José Fernandes, o ‘Zé Roberto da Compensa’. As interceptações telefônicas foram feitas pela Polícia Federal durante a operação ‘La Muralla’ deflagrada na última sexta-feira (20).

Durante coletiva de imprensa realizada no início da tarde desta terça-feira (24) no Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), no Aleixo, Zona Sul, o presidente afirmou que as conversas não podem incriminar Valois.

“Só pelo fato deles citarem o nome de Valois não significa que ele tenha qualquer envolvimento com a facção. Ele é citado porque é o presidente da VEP e qualquer outro juiz que estivesse à frente dessa vara seria citado, pois cuida diretamente dos direitos penais”, disse Borges.

Durante as conversas entre os chefes da FDN, o grupo  supostamente arquitetava um plano para deixar o juiz à frente da VEP, já que ele favorecia os membros da facção.

Ainda segundo Borges, Valois não será exonerado do cargo. “ Ele só vai sair se pedir para deixar o cargo ou caso seja comprovado o envolvimento dele em alguma prática ilícita”, concluiu.

Operação

A operação ‘La Muralla’ foi deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (23), com o objetivo de combater o tráfico de drogas e o crime organizado. A ação ocorreu na capital amazonense e em outros estados do países como Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Durante a operação, vários integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN) foram presos, além de advogados. Um dos líderes da facção que cumpria pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) foi transferido para um presídio federal.

Um dos principais alvos da operação, o narcotraficante ‘João Branco’, continua foragido, porém, a polícia afirma que ele pode ser preso a qualquer momento.

A Polícia Federal informou que além do mandado de prisão do ‘João Branco’ ainda há outros mandados de prisões em aberto.

Por Mara Magalhaes

Colaborou Ana Sena

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