Cultura

Prêmio da Música Brasileira homenageia Maria Bethânia no Rio

Foto: divulgação

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Em uma noite dedicada à cantora Maria Bethânia, que completa 50 anos de carreira, foi realizada nesta quarta (10), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a cerimônia de entrega do 26° Prêmio da Música Brasileira.

Com roteiro de Zélia Duncan e direção geral de José Maurício Machline, idealizador do Prêmio, a cerimônia teve a entrega dos prêmios, apresentações de músicas que marcaram a carreira de Bethânia feitas por artistas e leituras de textos poéticos.

Não houve um vencedor absoluto. Foram 106 indicados em mais de 30 categorias, de projeto visual a MPB, passando por samba, canção popular, instrumental e a ampla categoria pop, rock, reggae, hip hop e funk.

Um dos destaques foi o grupo baiano As Ganhadeiras de Itapuã, que venceu os prêmios de revelação, melhor álbum e melhor grupo regional.

Ney Matogrosso venceu dois prêmios na categoria pop, rock, reggae, hip hop e funk: melhor álbum e melhor cantor, ambos pelo disco “Atento aos sinais – ao vivo”).

O bandolinista Hamilton de Holanda ganhou pela 9ª e 10ª vez, respectivamente, os prêmios de melhor álbum instrumental e melhor solista instrumental.

Mônica Salmaso teve o maior número de indicações, mas levou apenas um prêmio, o de melhor cantora de MPB.
Bethânia participou da homenagem cantando “Carcará” (João do Vale), interpretação que deu início à sua carreira profissional, aos 17 anos, “O quereres” (Caetano Veloso), “Fera Ferida” (Roberto e Erasmo Carlos), “Explode Coração” (Gonzaguinha) e “Vento de Lá” (Roque Ferreira)

Nervosa, errou a letra de “O Quereres”. Ao final da canção, riu e pediu desculpas. “Mil perdões. Esta noite eu tinha que errar”, disse ela.

Artistas cantaram canções do repertório de Bethânia em sua homenagem. Alguns deles, como seu irmão, Caetano Veloso, e Adriana Calcanhotto escolheram músicas que compuseram especialmente para ela.

Além deles passaram pelo palco Chico César, Arnaldo Antunes, Nana e Dori Caymmi, Johnny Hooker, entre outros.

Os momentos altos foram a interpretação de “Negue” feita por Alcione, Roque Ferreira e Fabiana Cozza cantando “O Vento de Lá” e a apresentação de Mariene de Castro.

Sentada na platéia, Bethânia se emocionou com as interpretações de músicas que marcaram sua carreira, como “Rosa dos Ventos”, que foi cantada por Zélia Duncan. Aplaudiu de pé algumas interpretações, como a de “Negue” feita por Alcione, e cantou junto com Roque Ferreira e Fabiana Cozza a música “Imbelezô Eu”.

Uma série de problemas atrapalharam o espetáculo. Além do erro de Bethânia, o microfone falhou algumas vezes. Juca Ferreira, que abriu o espetáculo, ficou fora do refletor.

Por Folhapress

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