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Premiê grego diz que negociações serão retomadas no dia seguinte ao referendo

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou hoje (2) que as negociações em busca de um acordo com os credores internacionais vão ser retomadas depois do referendo convocado para domingo (5). Ele negou que uma vitória do Não signifique virar as costas para Europa.

Alexis Tsipras continuou a defender o voto no Não no referendo que no domingo vai perguntar aos gregos se aceitam as propostas dos credores. “Quanto maior for a expressão do Não no referendo, maior será a posição do governo quando as negociações forem retomadas”, afirmou o primeiro-ministro, que ressaltou que, “sem uma restruturação da dívida, nenhum programa será viável”.

O líder do Syriza afirmou que o referendo “dá ao povo a hipótese de influenciar o processo de negociação”. Para ele, a população “está consciente” do que está em causa no referendo: “democracia e justiça na Europa”.

Segundo a agência espanhola EFE, Tsipras afirmou que, caso o Sim obtenha mais votos no domingo, respeitará o resultado, deixando antever que se poderá demitir. “Se o resultado for o Sim, teremos um acordo insustentável. Respeitarei o resultado seja qual for e colocarei em marcha os procedimentos previstos na Constituição”, disse o primeiro-ministro, reiterando que não colocará o seu lugar à frente dos “interesses da nação”.

Para ele, “o único caminho para conseguir melhores condições é permitindo que o povo grego expresse a sua opinião”. “A austeridade apenas serve para prolongar a crise. Os trabalhadores e os pensionistas não podem continuar a suportar esse fardo”, acrescentou.

Considerando que a situação na Grécia é uma questão de “ceder a ultimatos ou optar pela democracia”, Alexis Tsipras lembrou que Atenas concordou com as metas orçamentária, mas elas não foram aceitas, já que os credores “insistiram em medidas que seriam prejudiciais para a sociedade”, o que foi recusado pelo governo grego.

Sobre o fechamento dos bancos, o primeiro-ministro considerou que as filas “são uma vergonha para a Grécia e para a Europa”, mas culpou os credores europeus: “Os nossos parceiros recusaram a extensão do programa, optando pela extorsão”.

Por Agência Brasil

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