Eleições 2016

Prefeituráveis de Manaus já gastaram R$ 3,2 milhões na campanha

Henrique (SDD), que iniciou a campanha com caixa zerado, contabiliza hoje R$ 309 mil, doados pelo vice - foto: Diego Jantã

Henrique (SDD), que iniciou a campanha com caixa zerado, contabiliza hoje R$ 309 mil, doados pelo vice – foto: Diego Jantã

Candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador do interior e da capital têm até a próxima terça-feira (13) para enviar à Justiça Eleitoral a primeira parcial de suas respectivas prestações de contas destas eleições. O prazo começa nesta sexta-feira. Mas, enquanto os números não fecham, em 25 dias de campanha, os nove candidatos a prefeito de Manaus já declararam gastos em torno de R$ 3,2 milhões, boa parte nas produções dos programas eleitorais para rádio e televisão, publicidade e material de campanha das candidaturas.

Dentre eles, apenas o candidato da coligação “Somos Todos Manaus”, deputado federal Silas Câmara (PRB), e o candidato Luiz Castro (Rede) não declararam as despesas contratadas. Já Hissa Abrahão (PDT) foi o único até o momento que não apresentou o recebimento de recursos e gastos.

Para sua campanha, o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) declarou ter recebido R$ 690 mil em doações oriundas dos diretórios nacional, estadual e municipal do partido, considerada a maior receita entre os candidatos até agora. Quanto às despesas contratadas, equivalem a mais de R$ 295 mil, sendo R$ 60 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 49 mil com publicidade de materiais impressos e adesivagens e R$ 40 mil em cessão ou locação de veículos. No entanto, os gastos concretos (pagos) somam R$ 78 mil.

Silas Câmara, que está em segundo lugar em arrecadação, com  R$ 500 mil doados pelo diretório nacional do PRB, não declarou as suas despesas contratadas e pagas. Segundo ele, não há como divulgar, porque não houve doação e, portanto, não há como ele pagar as despesas.

O vice-governador licenciado, Henrique Oliveira (SDD), que iniciou a campanha com caixa zero, tem hoje uma receita de R$ 309,1 mil doados pelo empresário e seu vice na chapa, Alessandro Bronze (PRTB). Em despesas, a coligação soma mais de R$ 44 mil, sendo R$ 30 mil em publicidade de materiais impresso e R$ 8 mil em adesivagem. Entretanto, as despesas pagas somam apenas R$ 1 mil.

A receita total do candidato Serafim Corrêa (PSB) é de R$ 250 mil, doados pelo diretório nacional do partido. Até o momento, as despesas contratadas e pagas são de R$ 100 mil, utilizadas para gravação de programas para rádio e televisão.

Candidato à reeleição, o prefeito Arthur Neto (PSDB) possui em caixa R$ 178,4 mil. Quanto à estimativa de gastos contratados, o tucano ultrapassou o valor de R$ 2 milhões, sendo mais de R$ 1 milhão em produção de programas para rádio, televisão ou vídeo, R$ 600 mil para serviços de marketing e R$ 100 mil com eventos de candidatura. O total de despesas pagas é de R$ 20 mil.

José Ricardo (PT) tem uma receita total de R$ 128,4 mil, sendo que mais de R$ 94 mil foram doados do seu próprio bolso. Os gastos contratados são de R$ 170 mil, R$ 105 mil com programas de rádio e televisão, R$ 14 mil com baixa de estimáveis – locação/cessão de bens móveis (exceto veículos) e R$ 10 mil com páginas na internet. O total de despesas pagas é de R$ 69,8 mil.

Outro candidato que iniciou sem verba, o deputado Luiz Castro possui agora uma receita de R$ 34,2 mil, sendo R$ 18 mil doados por ele a sua campanha. Porém, o prefeiturável ainda não prestou conta das suas despesas pagas e contratadas. Segundo ele, tudo será divulgado até a próxima semana. “A gente cumpriu com a lei, que foram as doações, e semana que vem, vamos entregar nossas despesas, que foram na área de comunicação, produção de vídeo, materiais impressos, e os nossos militantes são voluntários”, disse Luiz Castro.

Quem tem o menor recurso adquirido é o candidato a prefeito do Psol, Marcos Queiroz, com R$ 8,7 mil doados pelo diretório estadual do partido. Em despesas contratadas, ele possui R$ 6,8 mil, sendo a maioria em programas de rádio e televisão.

O único candidato que ainda não declarou doações ou gastos foi o deputado federal Hissa Abrahão. Por meio de sua assessoria jurídica de campanha, lembrou que até o prazo final para divulgação, ele lançará no sistema todos os serviços contratados, doações e despesas.

Prestação de contas

Começa hoje o período no qual candidatos e partidos políticos devem enviar à Justiça Eleitoral, via internet, a primeira prestação de contas parcial da campanha. Nela, devem constar o registro das transferências do Fundo Partidário, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro, bem como os gastos que foram realizados desde o início da campanha até hoje. O prazo para envio dessas informações segue até o dia 13 de setembro.

Para o envio dessa parcial, os candidatos e os partidos políticos devem utilizar o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) Cadastro 2016, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes de gerar no sistema e enviar o arquivo da prestação de contas parcial pela internet, o candidato deve selecionar na tela de “Qualificação” do sistema o “Tipo da Entrega: Parcial”, clicando em “Gravar” na sequência.

De acordo com a Resolução nº 23.463/2015, o TSE divulgará no dia 15 de setembro – na página da internet – a prestação de contas parcial dos candidatos e dos partidos políticos com a indicação dos nomes, dos CPFs dos doadores, dos CNPJs dos partidos políticos e dos candidatos doadores, bem como os valores doados.

A não apresentação das contas dentro desse prazo ou a sua entrega de forma que não corresponda à efetiva movimentação de recursos pode caracterizar infração grave, a ser apurada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir