Eleições

Prefeituráveis de Manaus já gastaram R$ 3,2 milhões na campanha

Henrique (SDD), que iniciou a campanha com caixa zerado, contabiliza hoje R$ 309 mil, doados pelo vice - foto: Diego Jantã

Henrique (SDD), que iniciou a campanha com caixa zerado, contabiliza hoje R$ 309 mil, doados pelo vice – foto: Diego Jantã

Candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador do interior e da capital têm até a próxima terça-feira (13) para enviar à Justiça Eleitoral a primeira parcial de suas respectivas prestações de contas destas eleições. O prazo começa nesta sexta-feira. Mas, enquanto os números não fecham, em 25 dias de campanha, os nove candidatos a prefeito de Manaus já declararam gastos em torno de R$ 3,2 milhões, boa parte nas produções dos programas eleitorais para rádio e televisão, publicidade e material de campanha das candidaturas.

Dentre eles, apenas o candidato da coligação “Somos Todos Manaus”, deputado federal Silas Câmara (PRB), e o candidato Luiz Castro (Rede) não declararam as despesas contratadas. Já Hissa Abrahão (PDT) foi o único até o momento que não apresentou o recebimento de recursos e gastos.

Para sua campanha, o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) declarou ter recebido R$ 690 mil em doações oriundas dos diretórios nacional, estadual e municipal do partido, considerada a maior receita entre os candidatos até agora. Quanto às despesas contratadas, equivalem a mais de R$ 295 mil, sendo R$ 60 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 49 mil com publicidade de materiais impressos e adesivagens e R$ 40 mil em cessão ou locação de veículos. No entanto, os gastos concretos (pagos) somam R$ 78 mil.

Silas Câmara, que está em segundo lugar em arrecadação, com  R$ 500 mil doados pelo diretório nacional do PRB, não declarou as suas despesas contratadas e pagas. Segundo ele, não há como divulgar, porque não houve doação e, portanto, não há como ele pagar as despesas.

O vice-governador licenciado, Henrique Oliveira (SDD), que iniciou a campanha com caixa zero, tem hoje uma receita de R$ 309,1 mil doados pelo empresário e seu vice na chapa, Alessandro Bronze (PRTB). Em despesas, a coligação soma mais de R$ 44 mil, sendo R$ 30 mil em publicidade de materiais impresso e R$ 8 mil em adesivagem. Entretanto, as despesas pagas somam apenas R$ 1 mil.

A receita total do candidato Serafim Corrêa (PSB) é de R$ 250 mil, doados pelo diretório nacional do partido. Até o momento, as despesas contratadas e pagas são de R$ 100 mil, utilizadas para gravação de programas para rádio e televisão.

Candidato à reeleição, o prefeito Arthur Neto (PSDB) possui em caixa R$ 178,4 mil. Quanto à estimativa de gastos contratados, o tucano ultrapassou o valor de R$ 2 milhões, sendo mais de R$ 1 milhão em produção de programas para rádio, televisão ou vídeo, R$ 600 mil para serviços de marketing e R$ 100 mil com eventos de candidatura. O total de despesas pagas é de R$ 20 mil.

José Ricardo (PT) tem uma receita total de R$ 128,4 mil, sendo que mais de R$ 94 mil foram doados do seu próprio bolso. Os gastos contratados são de R$ 170 mil, R$ 105 mil com programas de rádio e televisão, R$ 14 mil com baixa de estimáveis – locação/cessão de bens móveis (exceto veículos) e R$ 10 mil com páginas na internet. O total de despesas pagas é de R$ 69,8 mil.

Outro candidato que iniciou sem verba, o deputado Luiz Castro possui agora uma receita de R$ 34,2 mil, sendo R$ 18 mil doados por ele a sua campanha. Porém, o prefeiturável ainda não prestou conta das suas despesas pagas e contratadas. Segundo ele, tudo será divulgado até a próxima semana. “A gente cumpriu com a lei, que foram as doações, e semana que vem, vamos entregar nossas despesas, que foram na área de comunicação, produção de vídeo, materiais impressos, e os nossos militantes são voluntários”, disse Luiz Castro.

Quem tem o menor recurso adquirido é o candidato a prefeito do Psol, Marcos Queiroz, com R$ 8,7 mil doados pelo diretório estadual do partido. Em despesas contratadas, ele possui R$ 6,8 mil, sendo a maioria em programas de rádio e televisão.

O único candidato que ainda não declarou doações ou gastos foi o deputado federal Hissa Abrahão. Por meio de sua assessoria jurídica de campanha, lembrou que até o prazo final para divulgação, ele lançará no sistema todos os serviços contratados, doações e despesas.

Prestação de contas

Começa hoje o período no qual candidatos e partidos políticos devem enviar à Justiça Eleitoral, via internet, a primeira prestação de contas parcial da campanha. Nela, devem constar o registro das transferências do Fundo Partidário, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro, bem como os gastos que foram realizados desde o início da campanha até hoje. O prazo para envio dessas informações segue até o dia 13 de setembro.

Para o envio dessa parcial, os candidatos e os partidos políticos devem utilizar o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) Cadastro 2016, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes de gerar no sistema e enviar o arquivo da prestação de contas parcial pela internet, o candidato deve selecionar na tela de “Qualificação” do sistema o “Tipo da Entrega: Parcial”, clicando em “Gravar” na sequência.

De acordo com a Resolução nº 23.463/2015, o TSE divulgará no dia 15 de setembro – na página da internet – a prestação de contas parcial dos candidatos e dos partidos políticos com a indicação dos nomes, dos CPFs dos doadores, dos CNPJs dos partidos políticos e dos candidatos doadores, bem como os valores doados.

A não apresentação das contas dentro desse prazo ou a sua entrega de forma que não corresponda à efetiva movimentação de recursos pode caracterizar infração grave, a ser apurada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2016 EM TEMPO Online. Todos Os Direitos Reservados.

Subir