Dia a dia

Prefeitura terá unidades móveis para diagnosticar malária em Manaus

A programação da semana segue envolvendo todas as unidades de saúde com ações de educação em saúde - foto: divulgação

A programação da semana segue envolvendo todas as unidades com ações de educação em saúde – foto: divulgação 

O Dia Mundial de Luta contra a Malária será comemorado em Manaus com a entrega de unidades móveis para o diagnóstico da malária e da leishmaniose. As unidades serão integradas ao conjunto de estratégias de controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e devem ampliar o acesso da população aos exames e tornar mais precoce o início do tratamento, beneficiando principalmente os moradores de comunidades mais distantes, onde ainda não há laboratórios específicos para a investigação dessas doenças.

A entrega das duas unidades será feita na manhã da próxima segunda-feira (25), durante a abertura da Semana Municipal de Luta Contra a Malária, que acontecerá na Universidade Paulista (Unip).

Além de iniciar o serviço de diagnóstico itinerante, a Semsa irá promover, até o dia 29, diversas atividades comemorativas à data, incluindo exposição sobre aspectos históricos da malária na Amazônia, prevenção, tratamento e avanços dos programas municipais de controle, além do reconhecimento aos profissionais que, ao longo do tempo, vêm se dedicando à luta contra a doença na capital.

A programação da semana segue envolvendo todas as unidades de saúde com ações de educação em saúde. Serão realizadas diversas blitze com distribuição de folders, oferta de diagnóstico e tratamento da malária, realização de busca ativa de pacientes e termonebulização para controle do mosquito vetor.

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão destaca que as unidades móveis de diagnóstico serão importantes para o incremento das ações de controle da malária em Manaus porque irão alcançar áreas remotas e também áreas de expansão sem infraestruturas para montagem de laboratórios – especialmente em ocupações irregulares, onde as doenças registram altos índices.

“Esses laboratórios itinerantes estão equipados com microscópios para a coleta de lâmina e realização do diagnóstico tanto para malária quanto para leischmaniose, doenças que podem ser identificadas com o uso da mesma metodologia de investigação”, explica o secretário, informando que as unidades são refrigeradas e contam com o auxílio de um gerador para possibilitar a oferta do serviço, inclusive em locais em que não há abastecimento de energia.

Ainda de acordo com o secretário, marcar o Dia Mundial de Luta contra a Malária com o incremento das capacidades técnicas do programa municipal de controle tem importância estratégica para Manaus. “Vivemos em uma área endêmica, naturalmente favorável à presença do mosquito transmissor, que tem como habitat áreas com floresta, rios, altas temperaturas e umidade, o que, aliado a conjuntura socioeconômica de grande parte da população e a expansões e ocupações desordenadas de moradia, propicia maiores riscos de transmissão e aumento na ocorrência de casos da doença”.

Malária em Manaus

Em 2015, a capital amazonense notificou 8.503 casos de malária, fechando o ano com 54% de aumento de notificações em relação ao ano de 2014, que obteve registro de 5.515 novos casos.

Observando esse acréscimo, desde outubro de 2015 a Secretaria Municipal de Saúde tem se empenhado nas metas do Plano de Intensificação das Ações de Prevenção e Controle da Malária em áreas prioritárias por meio do planejamento, monitoramento e avaliação nas zonas Leste, Oeste e Rural do município, a fim de reduzir a incidência de casos de malária em Manaus.

As principais intervenções para controlar a malária incluem diagnóstico precoce e tratamento rápido com terapias medicamentosas combinadas, o uso de medidas de barreira, tais como, telas nas portas e janelas, mosquiteiros impregnados em regiões com situação de risco, utilização de repelentes e roupas adequadas, além do controle químico através de pulverização residual com inseticida para controlar os mosquitos vetores.

A malária é causada por um parasita denominado Plasmodium, transmitido através da picada da fêmea do mosquito Anopheles. Os sintomas mais comuns da malária são calafrios, febre alta e dor de cabeça, que geralmente aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito. Se não for tratada, a malária pode rapidamente tornar-se um risco de vida.

Manaus conta com a maior rede de diagnóstico de malária do Brasil, com 57 unidades preparadas para a realização do exame, das quais 29 na zona urbana e 28 na zona rural da capital. O tratamento é oferecido gratuitamente e entregue ao paciente imediatamente após a confirmação da doença.

 

Da redação

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