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Prefeitura começa cadastramento das famílias afetadas pela cheia do rio Negro

O procedimento vai ser feito em 15 bairros da cidade, como São Jorge, Mauazinho e Educandos - foto: divulgação

O procedimento vai ser feito em 15 bairros da cidade, como São Jorge, Mauazinho e Educandos – foto: divulgação

A Prefeitura de Manaus começou nesta sexta-feira (22), o cadastramento das famílias moradoras de áreas alagadas para o recebimento de benefícios sociais. O procedimento vai ser feito em 15 bairros da cidade, como São Jorge, Mauazinho e Educandos.

A ação faz parte da 3ª etapa do programa SOS Enchente. Para auxiliar as famílias, agentes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Secretaria de Saúde (Semsa) e Defesa Civil de Manaus estão indo de casa em casa conhecer a atual situação dos moradores da orla.

Nas primeiras fases do programa, a Defesa Civil de Manaus fez o monitoramento da subida dos rios e a construção de pontes de madeira. Nesta etapa, as casas que já haviam sido visitadas voltam a ser avaliadas, com base na medição atual do nível dos rios. Em casos onde a residência já está ou ficará alagada, as famílias são removidas e entrarão na programação de recebimento do auxílio aluguel.

“Nós já construímos 100% das pontes que estavam previstas. Agora, estamos avaliando as residências e analisando a altura do assoalho em comparação com o nível do rio e o valor da cota máxima calculada pelo Serviço Geológico do Brasil, que é de 29,68m. Caso a família esteja em risco, ela é inserida no cadastramento da Semmasdh”, afirmou o chefe de divisão da Defesa Civil de Manaus, Altacir Gomes.

“Posteriormente ao cadastro, as famílias são inseridas no auxílio aluguel no período que durar a cheia e passam a receber os benefícios eventuais. O processo de cadastramento deverá ser concluído até o dia 11 de junho, nos 15 bairros atingidos pela enchente”, declarou Larissa Aleixo, diretora do departamento de Proteção Social Especial da Semmasdh.

Somente em São Jorge, na zona Oeste, serão 530 famílias assistidas com o auxílio aluguel (nos casos em que a remoção precisa ser feita) ou com colchões, lençóis, redes, cestas básicas e garrafas de água.

Moradores da orla do São Jorge, onde o cadastro começou nesta sexta-feira, aguardam a chegada dos agentes. Muitos deles vivem em situação de vulnerabilidade social e o recebimento dos auxílios ajudará a enfrentar o período da cheia.

“Toda ajuda é bem-vinda. Eu estou desempregado e é um sofrimento muito grande vermos a água subindo sem poder fazer muita coisa. Esse auxílio vem em boa hora”, afirmou o morador José Ferreira, 58, morando há 30 anos na área alagada.

Com informações da assessoria

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