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Prefeitura apresenta PlanMob-Manaus e encaminha documento para apreciação na CMM

De acordo com o prefeito, três eixos principais serão priorizados: o transporte motorizado, o não motorizado e, sobretudo, o sistema de transporte coletivo - foto: Alex Pazuello/ Semcom

De acordo com o prefeito, três eixos principais serão priorizados: o transporte motorizado, o não motorizado e, sobretudo, o sistema de transporte coletivo – foto: Alex Pazuello/ Semcom

Nesta quarta-feira (18), a Prefeitura de Manaus encaminhou o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob-Manaus) à Câmara Municipal para que o documento seja debatido no parlamento. Para tornar o ato público e apresentar as diretrizes gerais do projeto, o prefeito Arthur Virgílio Neto concedeu entrevista coletiva no Palácio Rio Branco, no Centro da capital.

De acordo com o prefeito, três eixos principais serão priorizados: o transporte motorizado, o não motorizado e, sobretudo, o sistema de transporte coletivo. “Toda grande cidade caminha na direção de melhorar seu sistema de transporte coletivo como maneira de melhorar a mobilidade como um todo e Manaus não pode continuar na contramão”, destacou.

Ainda segundo o prefeito, quando assumiu a prefeitura em 2013 havia uma divergência no modal de transporte coletivo que viria para modernizar os ônibus convencionais. Ele lembrou que o governador da época defendia o monotrilho, um modelo caro e que não se adequa às necessidades da cidade, enquanto o ex-prefeito apresentou o Bus Rapid Transit (BRT), porém com algumas falhas no trajeto que tornavam a proposta cara e demorada.

“Hoje, o governador José Melo e eu, temos uma consonância pelo BRT e, até o final do ano, vamos apresentar um projeto junto ao Governo Federal e buscar investimentos para sua correta implementação. Um dos nossos desafios era apresentar o Plano de Mobilidade, com nossas diretrizes, consolidando o BRT. Agora, vamos trabalhar para acabar com aquela história que tem dinheiro disponível, mas não tem projeto. O que houve foi uma promessa e que queremos é torná-la realizável”, concluiu.

De modo geral, o PlanMob-Manaus propõe consolidar a política da cidade em nove diretrizes que têm, entre outros objetivos, a meta de reduzir em 15% o custo estimado do setor para os próximos 20 anos, além de investimentos prioritários na mobilidade coletiva e benefícios sociais superiores a R$ 9 bilhões no período, suficientes para compensar os investimentos.

O plano foi desenvolvido pela empresa terceirizada Oficina Engenheiros Consultores Associados Ltda., com supervisão do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Dentre as soluções apresentadas para dar maior fluidez ao trânsito da capital estão as mudanças no transporte coletivo, como a construção do chamado ‘Terminal 6’, que ficará localizado nas proximidades do cruzamento da estrada do Tarumã com a Torquato Tapajós. Também estão previstas a construção de novas estações de ônibus em bairros e a retirada dos ônibus do lado direito das avenidas Constantino Nery, Torquato Tapajós e Max Teixeira para a Faixa Azul, que fica no canteiro central das vias.

O trabalho montado para melhorar o trânsito da cidade ainda prevê a construção de novas vias interligando os bairros, a exemplo da avenida Campos Salles, que foi inaugurada em outubro e liga o Monte das Oliveiras ao Santa Etelvina, na zona Norte da capital. Também haverá inversão do fluxo em determinadas vias; criação de novos cruzamentos, em detrimento aos entroncamentos já existentes; a criação de uma grande avenida em parceria com o Governo do Estado; e ciclovias.

“Baseados nos estudos e dados técnicos, nossas equipes já vêm desenvolvendo alguns projetos para criação de viadutos e trincheiras, tendo em vista que uma das maiores carências da cidade em relação às intervenções no trânsito é por cruzamentos nas vias troncais, como a Constantino Nery. Os projetos já elaborados visam justamente transpor essas dificuldades, interligando os eixos Leste-Oeste e Norte-Sul, ao mesmo tempo que também já estamos trabalhando em pequenas intervenções viárias que visam dar mais fluidez ao trânsito, principalmente para o transporte coletivo”, explicou o subsecretário de Obras Públicas da Seminf, Antônio Nelson.

Transporte Coletivo

Para a elaboração do PlanMob-Manaus foram realizados estudos que apontam para o crescimento no índice de motorização da cidade e a perda gradativa da participação do modo coletivo nesse percentual. Conforme esses estudos, a cidade passou de 95 automóveis por mil habitantes, em 2005, para 161, em 2015. Enquanto isso, a participação do modo coletivo de motorização caiu de 53% para 39,5% em igual período, enquanto a motorização individual cresceu 14%, subindo de 15,5% para 30,5%.

Outro dado apontado no levantamento mostra que Manaus interrompeu, no passado, a constituição de um sistema integrado e de racionalização da rede de serviços de transporte coletivo, bem como interrompeu a expansão dos corredores exclusivos, mantendo os terminais já construídos em estado bastante insatisfatório, com consequências na imagem, na funcionalidade e na lógica do transporte coletivo.

Por outro lado, a mobilidade motorizada em Manaus gera um custo estimado de R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões associados à mobilidade motorizada individual e R$ 1,7 bilhão para mobilidade por meios coletivos. Os custos sociais são medidos no tempo das pessoas, emissão de gases nocivos à saúde e de efeito estufa, nos acidentes e nos custos operacionais para dispor, manter e circular com automóveis e ônibus. Se nada for feito, os prognósticos apontam para um custo superior a R$ 7,6 bilhões (25%) até 2035.

Ainda segundo Pedro Carvalho, mesmo com o BRT funcionando integradamente com o sistema convencional, o estudo já mostra a necessidade da implantação de um sistema de trilho dentro de um prazo de 10 anos. “Os prognósticos mostram que o BRT deverá servir bem a população até 2025 e o metro leve, modal por trilhos, até 2035”, pontuou.

Com informações da assessoria de comunicação

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