Política

Prefeitos tentam vencer crise em ano eleitoral

Muitos virão candidatos à reeleição e terão que administrar recursos escassos e exigências mais pontuais da população. - foto: divulgação.

Muitos virão candidatos à reeleição e terão que administrar recursos escassos e exigências mais pontuais da população. – foto: divulgação.

Este ano de 2016 será desafiador para os prefeitos do interior do Estado no que tange ter que administrar prefeituras falidas e cuidar de suas “imagens” visando a reeleição. Diante de um cenário desanimador e sem qualquer perspectiva de melhora a curto prazo, a meta será otimizar os custos, reduzir gastos e tentar manter as obrigações em dia.

Para o prefeito de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), Jaziel Nunes (PMDB), mais conhecido como “Tororó”, a saída para manter o município com as contas em dia foi reduzir os custos. Com a situação preocupante, ele afirma que o momento é de apertar os cintos e deixar de fazer alguns investimentos para que sejam mantidos os postos de trabalho e a folha de pagamento não fique prejudicada. “A expectativa é de um ano muito difícil, e se não tiver uma política diferenciada para a gente (município), teremos grandes dificuldades, sendo difícil até manter a folha em dia”.

Ele lamenta a “grande perda” que o município teve em relação ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no ano de 2015. “Se em janeiro continuar, eu não vejo futuro positivo para os municípios. Lamentavelmente a situação tende a ser mais difícil do que foi em 2015”, observou Tororó.

Com a situação delicada, o prefeito de Manacapuru não sabe até quando conseguirá manter a folha de pagamento dos servidores municipais em dia. Potencial pré-candidato à reeleição, “Tororó” prefere não falar no tema eleição e afirma que está preocupado em cumprir seu mandato e superar a crise que está enfrentando.

“Não deixa de ser (preocupante). Mas, ao mesmo tempo você precisa saber que, se os prefeitos conseguirem superar uma crise dessas, ele vai ter um álibi muito bom para a campanha. Se a população olhar por esse lado, o panorama pode ser diferente. Eu aposto muito na boa administração para ser visto com bons olhos pela população”, avalia o peemedebista.

Para o prefeito de Maués (a 276 quilômetros de Manaus), padre Carlos Goés (PT), a crise política instaurada em Brasília atingiu a economia do país e afetou diretamente os municípios do Brasil, principalmente aqueles mais distantes das capitais. Assim como “Tororó”, ele destaca que a maior dificuldade enfrentada pela cidade é a queda de receita que vem acontecendo gradativamente.

“Eu me preparei (para a crise). Nós temos bastantes convênios para celebrar e colocar em prática neste 2016, mas vai depender da receita. A gente espera que não quebre tanto. Acho que um planejamento com cautela, que é o que estou fazendo, principalmente nas contratações dos serviços para não comprometer aquilo que já havia sido planejado, ajuda bastante nesta questão de manter o equilíbrio”, adiantou Góes.

Neste ano, o prefeito de Maués espera ter algo em torno de R$ 150 milhões (valor ainda não aprovado pela Câmara Municipal) para investir na cidade. Sobre uma futura candidatura à reeleição, Carlos Góes adota a cautela. Apesar de admitir que a crise pode ser um fator preponderante durante a corrida eleitoral, ele aposta no planejamento para chegar forte na disputa.

“Eu acho que esse é um outro desafio que tem que se fazer uma leitura muito cautelosa. Quem está no poder nessa crise, entra (nas eleições) com um pouco mais de dificuldade porque há o desgaste natural diante da população. Mas ainda é cedo para falar sobre isso. Temos a possibilidade de nos planejar. A minha receita não depende exclusivamente de mim, mas de repasses federais e estaduais. Hoje, se continuasse desse jeito, estaria planejado, pronto para enfrentar essa crise”, avalia o petista.

 

Por André Tobias

2 Comments

2 Comments

  1. Wilton reis

    3 de janeiro de 2016 at 09:27

    Se o TCE quiser trabalhar, é só verificar o que está acontecendo nos municípios doSolimões, acompanhado da PF. Vão descobrir quem faz a crise nesses municípios.

  2. Wilton reis

    3 de janeiro de 2016 at 09:25

    Se o TCE quiser trabalhar, é só verificar o que está acontecendo nos municípios Solimões, acompanhado da PF. Vão descobrir quem faz a crise nesses municípios.

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