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Prefeito é denunciado por nepotismo em Maraã

 

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Luiz Magno Moraes é acusado de premeditar o assassinato do então prefeito da cidade, Cícero Lopes – foto: divulgação

Acusado de ser um dos mandantes do assassinato do ex-prefeito de Maraã, Cícero Lopes (Pros), morto em 28 de fevereiro deste ano, o atual prefeito, Luiz Magno Moraes (PT), foi denunciado ao Ministério Público do Estado (MPE) por estar nomeando para cargos públicos parentes e pessoas ligadas a outros suspeitos do crime que estão presos.

Magno tomou posse em definitivo do cargo no dia 23 de março, após travar uma batalha jurídica com a presidência da Câmara Municipal de Maraã, deixando familiares da vítima revoltados.

Para a família do ex-prefeito, a nomeação das pessoas ligadas aos criminosos é uma espécie de “pagamento do crime”. “Todas essas pessoas são parentes de Magno e dos outros suspeitos que estão presos. Como os três presos não poderiam assumir nenhum cargo público, ele teve que nomear outras pessoas da família”, disse o comerciante Miguel Lopes, irmão de Cícero Lopes.

Entre os nomeados estão Luzineide Ferreira de Freitas, que é irmã de Aldemir Moraes Praiano, 40, um dos suspeitos da execução e que se encontra preso. Ela recebeu o cargo de coordenadora da Casa de Apoio de Maraã.
O irmão de Lázaro Moraes Assis, 40, Alberto Moraes – que também está preso – foi empossado como secretário de Finanças no dia 1° de abril. Entretanto, após quatro dias de nomeação, ele foi exonerado por orientação dos advogados de Luiz Magno, que nomeou, em seguida, sua tia, Oneide Marinho, para o cargo.

Já como secretária de Saúde, o prefeito nomeou Lorena de Oliveira – esposa do policial militar identificado somente como “Luzangelo” – cujo nome consta nos autos do processo criminal como informante do atirador, Adimilton Gomes de Souza, o “Zé da Irene”, que segue foragido. Há suspeita de que outro policial militar também esteja envolvido. As informações sobre as nomeações são do Diário Oficial de Maraã dos dias 30 de março e 1° de abril.

Procurando pelo EM TEMPO, o prefeito Luiz Magno Moraes negou todas as acusações e disse que a denúncia é algo planejado pelos adversários políticos e principalmente pela família de Cicero Lopes. “Não nomeei nenhum parente meu e nem dos suspeitos que estão presos. Não procede essa informação. O que fiz foi exonerar toda a família de Cicero Lopes que tinha cargos na prefeitura, o que me deixava revoltado e contratei outras pessoas competentes do município”, argumentou.

Ao mesmo tempo que afirma que as pessoas que nomeou aos cargos públicos não são seus parentes e nem dos suspeitos presos, o prefeito ressaltou que a cidade de Maraã é formada por poucas famílias e por isso os servidores lotados na prefeitura são de alguma forma ligados a ele.

Por Mara Magalhães

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