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Prefeito de Santa Isabel do Rio Negro é preso na operação ‘Timbó’, deflagrada nesta terça pelo MPE

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a operação ‘Timbó’, que visa desarticular de uma organização criminosa que causou prejuízos de mais de R$ 10 milhões à prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro, nos últimos três anos.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária, 16 mandados de busca e apreensão de material de informática, eletrônicos, documentos e processos de pagamento para cumprimentos nas comarcas de Manaus, Iranduba e Santa Isabel do Rio Negro, além do sequestro de patrimônio dos investigados.

Entre os presos está o prefeito do município, Mariolino Siqueira (PDT), a esposa dele, Regina Flávia Dias Coimbra, o filho e contador da prefeitura, Mariolino Siqueira de Oliveira Júnior, os secretários de administração, João Amorim Ribeiro Júnior, de finanças, Sebastião Ferreira de Moraes e de obras, Carlos Augusto Araújo dos Santos. Além desses, a coordenadora da casa de apoio da prefeitura, Bruna Soraya da Silva Barbosa e o taxista Raimundo Mendes Neto.

A ação está sendo realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com o apoio da Secretaria de Segurança Pública e Secretaria Adjunta de Inteligência (Seal). O Gaeco espera que essa operação sirva de efeito pedagógico para as outras prefeituras do Estado.

Segundo a assessoria do MPE, a grupo criminoso desenvolve ações coordenadas com a finalidade de desviar dinheiro público mediante a prática de peculato, lavagem de dinheiro, fraudes e atos de corrupção, visando o enriquecimento ilícito de seus membros.

Timbó é um cipó usado na pesca por ribeirinhos da religião amazônica que, por ter uma seiva poderosa, é utilizado para intoxicar os peixes na água. Com isso peixes sucumbem à ação da planta e começam a boiar podendo ser facilmente apanhados a mão.

Assim como o timbó é utilizado na pesca, o MPE quer fazer a corrupção sucumbir a Justiça, devolvendo à população de Santa Isabel do Rio Negro a condição de real destinatária dos recursos públicos.

O envolvimento do chefe do Executivo municipal, secretários e servidores, evidenciou-se ao longo da apuração, assim como de entrepostas pessoas que praticavam atos de execução dos mandos e desmandos praticados em Santa Isabel do Rio Negro.

Ainda conforme o MPE, o rombo de mais de R$ 10 milhões corresponde a saques em dinheiro efetuados na boca do caixa, além de transferências bancárias para contas pessoais, movimentados em sete contas da prefeitura, dentre elas, a da folha de pagamento, no período compreendido entre janeiro de 2013 a janeiro de 2016.

Ressalta-se que, para o ano de 2014, o orçamento municipal foi de R$ 24,8 milhões.

Com informações da assessoria

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