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Prefeito de Iranduba pode pegar até 55 anos de prisão

O prefeito de Iranduba Xinaik Medeiros pode pegar até 55 anos de prisão, segundo o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Xinaik foi denunciado pelos crimes de participação em organização criminosa, crime de responsabilidade, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro O secretário de finanças do município, David Queiroz, também foi denunciado e se for condenado também poderá cumprir pena que vão de 19 a 55 anos. Queiroz foi denunciado por participação em organização criminosa, concussão (obter vantagem em função de cargo público), fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O esquema de desvio de verbas públicas municipal e estadual em Iranduba resultou em um prejuízo de R$ 56 milhões. Segundo o coordenador do Gaeco, Mauro Veras as provas recolhidas durante investigação foram suficientes para realizar a denúncia formal contra os envolvidos nos crimes. Conforme Veras, muitas coisas ainda precisam ser apuradas, muitas documentações precisam ser analisadas e novos fatos podem surgir.

“Os trabalhos de apuração irão continuar através dos documentos apreendidos nos imóveis dos suspeitos. Acreditamos que mais provas contundentes possam levar as novas denúncias com a participação de mais envolvidos”, declarou o promotor Mauro Veras.

De acordo com Lauro Tavares, promotor do Gaeco, a investigação aponta irregularidades em, ao menos, 127 licitações de obras que seriam executadas na cidade. Dezessete, que teriam sido pagas, não foram executadas. Os casos envolvem, além de obras, irregularidades nos serviços de transporte escolar, coleta de lixo da cidade, entre outros. Empresas que oficialmente tinham como proprietários um caseiro e um flanelinha venceram licitações.

O coordenador do Gaeco informou que, os lacres com os materiais apreendidos começam a ser analisados, o que pode resultar em uma nova operação do órgão estadual. Ele acrescentou ainda, que a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), no início da manhã de ontem, batizada de ‘Dízimo’, que resultou na prisão de sete pessoas, entre eles, o chefe da Comissão Geral de Licitação de Iranduba, Edu Corrêa.

Prisão

O promotor Mauro Veras Bezerra informou que Edu Corrêa, havia sido preso em regime temporário e liberado no último domingo (15), após a operação deflagrada pelo MP-AM. Corrêa segue preso na sede da Polícia Federal (PF).

“Nós realizamos a operação para investigar as irregularidades no desvio de recursos públicos municipal e estadual. Já o PF realizou a operação para investigar o desvio das verbas federais. O que podemos dizer é, que as mesmas pessoas presas na operação ‘Cauxi’, estão sendo alvos da operação ‘Dízimo’ da PF”, explicou o promotor e coordenador do Gaeco Mauro Veras Bezerra.

Denunciados pelo MP-AM

O prefeito de Iranduba, Xinaik Silva de Medeiros, o secretário de finanças de Iranduba, David Queiroz Félix, a tesoureira do Fundo Nacional de Saúde, irmã do prefeito, Nádia Silva de Medeiros, os cunhado de Xinaik, Amarildo da Silva Medeiros, Raimundo Israel de Araújo, a sobrinha do prefeito Ângela Rayane do Amazonas Medeiros de Araújo, o empresário do ramo de construção civil Sérgio Souza da Silva, o presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL), Edu Corrêa, o secretário de infraestrutura André Maciel Lima, Almir da Silva Prestes, Piter Vilhena Gonzaga e Genilson Ferreira da Silva e a empresária do ramo funerário Anny Glez Fialho da Silva (CGL).

2 Comments

2 Comments

  1. Guilherme de Castro Tundis

    17 de novembro de 2015 at 10:14

    Importante seria que as investigações fossem realizadas em todos os Municípios do Estado do Amazonas.

  2. Claudio

    16 de novembro de 2015 at 19:33

    O ministério público deveria vê Parintins também aqui está demais também!!

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