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Prefeito de Coari diz que cidade está tentando se refazer e nova eleição será terrível

Com um mês de mandato na prefeitura do município de Coari, o prefeito Raimundo Magalhães (PRB) declarou estar confiante na Justiça e alega que se ela decidir por uma nova eleição no município, será algo ainda mais traumatizante para a população coariense. “Nossa população já sofreu bastante com essa incerteza política, seria um custo muito alto para a Justiça Eleitoral em uma época de instabilidade econômica que o país enfrenta. Por isso, acreditamos que eleição somente em 2016”, ressaltou.

De janeiro até abril, a Prefeitura de Coari já teve quatro prefeitos: o primeiro foi Iliseu Monteiro (Bat), que já havia sido eleito presidente da Câmara e com a renúncia de seu irmão Igseu Monteiro, que era vice de Adail Pinheiro (PRP), assumiu a prefeitura. Porém, ocorreu uma nova eleição para a presidência da Câmara e o vereador mais velho do poder, Carlos Alves Batista, o “Merelo” (PTC), assumiu por um pequeno período a administração da cidade. Em março, assumiu o novo presidente da casa legislativa, vereador Iranilson Medeiros (DEM), que ocupou o cargo até meados de abril, quando a Justiça assegurou a Magalhães o posto.

Mas, tramita na Justiça Eleitoral do Amazonas um pedido de cancelamento da eleição de 2012 em Coari. O processo deve entrar na pauta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o que pode definir a questão da administração de Coari até novas eleições em 2016, ou antecipar uma eleição para prefeito “tampão” ainda este ano, com eleição direta (voto do povo) ou indireta (Câmara escolhe e vota).

Apesar do processo, o atual prefeito diz que apenas pensa no futuro do município e apresenta ações para mudar a realidade dos moradores de Coari, que apesar de ser o segundo município que mais arrecada no Estado do Amazonas, tem uma população pobre. Magalhães alegou que somente com muito trabalho, com pagamento em dia dos funcionários públicos e fornecedores poderá melhorar a qualidade de vida dos moradores.

“Primeiramente, temos que organizar as contas públicas. Num segundo momento, fazer o dever de casa. Realizar o pagamento dos servidores, organizar os setores da educação e saúde, recuperar a pavimentação asfáltica da cidade, bem como procurar atrair investimentos que possam trazer a geração de renda, emprego, ocupação e trabalho, assim como realizar parcerias como a implantação do curso de medicina com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no qual serão investidos mais de dez milhões inicialmente”, comentou.

O prefeito disse ainda que procurou ajuda junto a órgãos como o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para realizar um trabalho de orientação em toda a estrutura administrativa do governo municipal, bem como para um embasamento técnico e jurídico sobre os recursos provenientes de repasses constitucionais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Fundo de Participação do Município (FPM) e royalties.

“Encontramos a prefeitura num verdadeiro caos administrativo e econômico. Buscamos os órgãos para identificarmos quem eram os nossos credores da prefeitura, se tinham contratos formais (pois todos os arquivos e computadores de todos os órgãos da prefeitura foram retirados antes da minha posse). Diante disto, foi possível constatar o saqueamento dos recursos públicos do município. Porém, estamos trabalhando diuturnamente para que Coari volte a sua normalidade e que o povo possa ter serviços públicos de qualidade”, resguardou o prefeito.

Questionado sobre a criação da CPI na Câmara de Vereadores, Magalhães disparou: “Foi criada para apurar uma fraude que eles mesmos forjaram. A Justiça do Amazonas já está a par de toda a situação, assim como o povo de Coari, que já conhece o perfil de cada um dos políticos que estão por trás desta armação”, criticou.

Por Moara Cabral (equipe Jornal EM TEMPO)

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