Política

Prefeito de Coari decreta situação de emergência

Adail Filho disse que encontrou a cidade suja, sem manutenção e com inúmeras irregularidades nas pastas municipais – foto: divulgação

O prefeito de Coari, Adail Filho (PP), decretou situação de emergência no município na última segunda-feira. Publicado no Diário Oficial do Município, na segunda-feira (9), o documento mostra as impressões da equipe de transição, em que afirma que ao assumir a administração municipal, foram constatadas irregularidades nos serviços de saúde, educação, serviço de coleta de resíduos sólidos, sistema viário e iluminação pública. Embora enumere os problemas, a publicação não informa quanto será aplicado nas necessidades do local. O decreto tem validade de 90 dias e pode ser prorrogado por igual período.

Mesmo com a possibilidade de estender o prazo, o prefeito garante que a administração está empenhada para que não seja necessária a prorrogação e afirma que a intenção é solucionar os problemas antes dos 90 dias. Entre as medidas imediatas que serão contempladas está prevista a distribuição de medicamentos nos postos de saúde. Mas, segundo ele, os trâmites licitatórios para atender as outras demandas vão ocorrer de forma célere. “Vamos seguir as orientações de órgão reguladores como Tribunal de Contas do Estado e da União, assim como Ministério Público Estadual e Federal”, disse.

Ao falar sobre a origem dos recursos para solucionar a situação de emergência, Adail afirma que toda a verba que utilizará será municipal. “Esse decreto de emergência não visa a obter recursos estadual ou federal, serve para não deixar os serviços básicos e essenciais parados. Trata-se apenas de um ato administrativo para sanar de imediato o que é de suma importância para a população”, acrescentou. Para ele, o caos em que vive a cidade é fruto de um desastre administrativo. “Qualquer administrador com o mínimo de respeito não deixaria Coari nestas condições”.

Questionado sobre o valor da verba, Adail informou que o procedimento para fazer o levantamento destes recursos necessários está em curso. “Essa informação estará no Portal da Transparência, que está desativado”, completou.

Na decisão é informado que em um relatório final foi constatado que o hospital regional Doutor Odair Carlos Geraldo está em total abandono. Já as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) apresentam problemas na infraestrutura física, de pessoal, falta de medicamentos e equipamentos essenciais para o atendimento à população. Na área da educação, o decreto informa que há grande quantidade de escolas municipais com sérios danos na própria infraestrutura. O decreto afirma que as unidades de educação apresentam problemas como danos ao sistema elétrico e hidráulico, telhados com infiltrações, goteiras e carteiras quebradas.

Referindo-se aos problemas como “anormalidades”, o documento afirma que as irregularidades continuam na ausência de recolhimentos de resíduos em mercados, feiras, mercados e no porto de Coari. Além disso, o aterro da cidade está com resíduos a céu aberto, o que tem atraído urubus ao local e o que pode colocar em risco o funcionamento do aeroporto da cidade.

O tráfego de veículos também é exposto no documento como irregular. Isso porque, segundo o decreto, as ruas estão com pavimentação incompleta ou com buracos. Trechos sem iluminação pública também foram citados como causadores de violência urbana e acidentes automotores. “Quando assumimos a prefeitura, havia fornecedores com mais de oito meses sem pagamento, servidores com vencimentos do mês de dezembro em atraso, escolas rurais sem condições de funcionamento, médicos paralisados e controle de endemias abandonado”, disse.

Fabiane Morais
EM TEMPO

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