País

Prédio onde funcionava boate Kiss deve ser devolvido, decide Justiça

Um juiz determinou que o prédio onde funcionava a boate Kiss, em Santa Maria (RS), seja devolvido à proprietária, a empresa Eccon Empreendimentos, três anos e meio após a tragédia que matou 242 pessoas em um incêndio.

O pedido foi feito pela empresa e teve aval favorável do Ministério Público do Estado. “Determino a imediata liberação do prédio onde funcionava a Boate Kiss, que ficará a cargo e responsabilidade de sua proprietária”, disse o juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal, na decisão.

O magistrado determinou que os bens que ainda estão dentro do local sejam levados à delegacia, onde poderão ser retirados pela Associação de Vítimas.

O despacho é da última quarta-feira (10) e também dá um prazo de cinco dias para que a Brigada Militar (a PM gaúcha) faça a segurança do espaço.

Louzada ainda rejeita um recurso de três réus do caso, o empresário Mauro Londero Hoffmann e os músicos Marcelo Santos e Bonilha Leão, por terem sido levados a júri popular. Eles questionavam supostas omissões na decisão judicial. “Não vislumbro contradição, omissão ou obscuridade capazes de alterar a decisão”, afirma o juiz.

Além dos três, o empresário Elissandro Spohr também será jugado pelo tribunal do júri. A decisão foi tomada em julho. Para o magistrado, há presença de materialidade e indícios suficientes de que os acusados teriam praticado o fato, como denunciado pelo Ministério Público em abril de

“As versões defensivas, embora possam existir, não restaram demonstradas de forma cabal, uníssona, numa única direção para que possam subtrair o julgamento pelo Conselho de Sentença”, afirmou Louzada.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos réus neste domingo (14), mas a defesa deles tem dito que a decisão de levá-los a júri popular é “equivocada”.

Incêndio

O fogo na boate Kiss começou por volta das 3h do dia 27 de janeiro de 2013, quando um integrante da banda Gurizada Fandangueira, que fazia um show no local, acendeu um artefato pirotécnico.

Faíscas atingiram uma espuma usada como revestimento acústico, que começou a queimar. Uma espessa fumaça preta tomou conta de todo o ambiente da casa noturna em poucos minutos, intoxicando os frequentadores.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir