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Preço do botijão de gás subirá para R$ 60 em Manaus

Valor deverá ser cobrado em alguns bairros da capital amazonense que vendem o produto a um preço acima da média local – foto: divulgação

Valor deverá ser cobrado em alguns bairros da capital amazonense que vendem o produto a um preço acima da média local – foto: divulgação

Consumidores acostumados a pagar, em média, R$ 50 na botija de 13 quilos, em Manaus, criticam o novo aumento do gás de cozinha que foi anunciado, no início desta semana, pela Petrobras. Com o novo reajuste, o preço do botijão poderá custar até R$ 60, em alguns bairros de Manaus, onde o valor comercializado hoje chega a R$ 56, ou seja, acima da média local.

Na maior parte do Brasil o aumento foi de 15%, mas para a capital amazonense será repassado ao cliente 7% a mais no preço do gás liquefeito de petróleo (Gás LP, o gás de cozinha), segundo empresários do setor.

A alta representa, por exemplo, o valor de R$ 3,50 mais caro para revendedores que cobram R$ 50 em uma botija de 13 quilos. Segundo o presidente da empresa Fogás, José Benchimol, o aumento de 15% anunciado foi uma surpresa. Ele garantiu que serão repassados apenas 7% desse aumento para o consumidor final.

“A partir de hoje (ontem) vamos repassar para a rede de revendas um aumento de 7%. A Petrobras nos pegou de surpresa com esse aumento de 15% na refinaria”, afirmou Benchimol.

O empresário ressaltou que cada revendedor tem uma tática de mercado e, por este motivo, o preço será livre para cada um trabalhar. “Hoje, a venda está na faixa de R$ 46 a R$ 50, então será 7% em cima desse preço, mas cada um sabe como trabalha. Existem revendedores que cobram taxa de entrega, que só vendem na porta, então o preço será livre”, disse.

Insatisfação
Os consumidores da capital já se mostram insatisfeitos com a porcentagem mais alta. É o caso do professor da rede pública Pedro Vasconcelos, 36. Ele conta que mora com cinco pessoas e utiliza uma botija por mês, mas em alguns meses precisa comprar uma extra.

“Já estava nesse preço há bastante tempo, mas ninguém gosta de aumento. Até que não foi um absurdo, comparado com o aumento da gasolina”, observou o educador, ao ressaltar que com o aumento do gás ele terá que comprar uma botija menor e usar de uma forma racionada.

A dona de casa Lívia Maria, 40, classificou como um absurdo o preço do gás. Ela lamentou o fato do aumento em um item que ela afirma ser essencial. “É disso para pior! Nós compramos de R$ 56 e tem a taxa de entrega, esse aumento é um absurdo, pois o gás é algo essencial em uma casa. Não adianta a cesta básica diminuir e o gás aumentar. Vamos ter que cozinhar menos, será que é isso que o governo quer?”, observou.

O revendedor de gás Mauricio Soares, 30, que vende a botija de 13 quilos a R$ 53, afirmou que alguns clientes já reclamam do novo preço. “Eu também não queria o aumento, pois sou consumidor. As pessoas reclamam e tenho medo que elas comprem menos”, disse.

O aumento de 15% foi anunciado pela Petrobras na última segunda-feira (31), e os novos preços já estão sendo praticados desde ontem (1º) pelos revendedores. A estatal não reajusta o preço do gás de cozinha desde 2002. Na época, a empresa a empresa passou a usar políticas diferentes para os diversos usos do combustível.

O botijão de 13 quilos, que é o mais popular, vinha sendo subsidiado. Para outros vasilhames, o ultimo reajuste, também de 15%, foi concedido no fim do ano passado.

Por Asafe Augusto

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