Dia a dia

Praia da Ponta Negra é oficialmente interditada nesta quarta

Todas estão instaladas na areia, ao longo da praia - foto: Ricardo Oliveira

Todas estão instaladas na areia, ao longo da praia – foto: Ricardo Oliveira

A praia da Ponta Negra, na Zona Oeste, foi interditada oficialmente na manhã desta quarta-feira (28) , obedecendo uma das cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em março de 2013 entre a Prefeitura de Manaus e o Ministério Público do Estado (MPE/AM). Por medida de segurança, a praia deve ser suspensa aos banhistas, quando o nível do rio Negro estiver abaixo dos 16 metros.

Por meio de uma nota, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou que foram instaladas, na terça-feira à noite até a madrugada desta quarta-feira, seis grandes placas com o aviso de “Praia Interditada – Medida de segurança em cumprimento ao TAC de 21/3/2013 assinado com o Ministério Público Estadual”.

As placas estão pintadas de vermelho, com estrutura em metalon, medindo 2 metros x 1 metros, oferecendo bastante visibilidade. Todas estão instaladas na areia, ao longo da praia. Sobre a divulgação da medida, o órgão informou que está usando os meios de divulgação da Prefeitura, como sites, fanpages, portais, e o apoio da mídia.

Em termos físicos, a Defesa Civil instalou redes de segurança (cerquites) próximo à área de banho, que não devem ser ultrapassadas, enquanto durar a interdição da praia para o banho, estipulada em 45 dias. Pedimos a compreensão da população para obedecer aos limites para sua própria segurança, em razão da grande vazante do rio.

O corpo de segurança que existe na praia desde a assinatura do TAC, composto pela Guarda Municipal, Bombeiros e Polícia Militar continuará no local, atuando na orientação aos usuários. Eles devem agir na orientação, assim como a Comissão da Ponta Negra, que atua no espaço. Lembramos que a interdição é apenas para o banho, que a areia segue liberada para uso esportivo e outras atividades, assim como as demais estruturas do complexo e seu calçadão.

Para os permissionários que são instalados em barracas ao longo da praia essa situação é muito preocupante.

“Pagamos o espaço que trabalhamos aqui, e se continuar do jeito que está, daqui a pouco, não vamos tirar nem para comer, só de espaço pagamos R$ 1.510, mais taxa de R$ 100 a associação e a cooperativa da Ponta Negra, bom como funcionários e manutenção das barracas. Perguntamos nós, como ficará nossa situação, esperamos em Deus que as autoridades tenham uma solução para nós” comentaram alguns ambulantes que preferiram não se identificar.

Procurada pela equipe do EM TEMPO, a associação e a cooperativa não quiseram se pronunciar, pois, somente depois de uma reunião, prevista para acontecer ontem à noite com os permissionários, eles deveriam ter um posicionamento em relação às cobranças de espaço e de como vai ficar a situação dos ambulantes.

Outra reclamação dos ambulantes é que a Prefeitura de Manaus, não notificou e muito menos avisou previamente sobre a decisão de interdição.

“Eles simplesmente já chegaram aqui fechando sem dizer nada, se não fosse a televisão, nós não saberíamos sobre a interdição. Somos tratados como nada a prefeitura e a administração da Ponta Negra fazem o que querem conosco, isso não é respeitar o trabalhador, mas quem está no poder faz o que dá na telha” relataram diversos comerciantes dispersos.

Por Mairkon Castro

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