Eleições 2016

PPS sai da coligação de Marcelo Ramos para apoiar Arthur Neto

A cúpula do PPS, que havia fechado aliança com o PR e, inclusive apoiado a indicação do apresentador Wilson Lima para vice de Ramos, não engoliu a mudança do candidato a vice - foto:  Diego Janatã

A cúpula do PPS, que havia fechado aliança com o PR e, inclusive apoiado a indicação do apresentador Wilson Lima para vice de Ramos, não engoliu a mudança do candidato a vice – foto: Diego Janatã

A aliança entre o PR e o PSD e o DEM, nas figuras do senador Omar Aziz e do deputado federal Pauderney Avelino, que decidiram migrar para esta coligação e apoiar a candidatura majoritária de Marcelo Ramos expôs um racha interno. É que a cúpula do PPS, que havia fechado aliança com o PR e, inclusive apoiado a indicação do apresentador Wilson Lima para vice de Ramos, não engoliu a mudança do candidato a vice e nem a imposição do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Josué Neto (PSD) para o cargo que até uma semana antes havia sido ratificado em convenção partidária em nome de Lima.

No último sábado, o presidente regional do PPS, Guto Rodrigues, emitiu uma nota em que afirma que a legenda se retira da coligação de Ramos e que, após reunião interna, o grupo decidiu marchar com a candidatura à reeleição do prefeito Arthur Neto (PSDB) e de seu vice, o deputado federal Marcos Rotta (PMDB).

Entretanto, a decisão da direção causou outro conflito, desta vez dentro do PPS. É que uma ala do partido decidiu ficar com Ramos e Neto e alega que a decisão de Guto, em se retirar da coligação “Mudança para transformar”, não tem validade haja vista que não foi feita uma nova convenção para ratificar a mudança. Além disso, o grupo pró-Ramos alega que a convenção em que o PPS decidiu marchar com o PR já havia acontecido.

A divisão dentro do PPS gerou, inclusive, uma ação judicial, conforme informações extraoficiais e uma briga entre os militantes contrários à aliança com o PSDB e os que defendem a nova parceria, na sede do partido, na madrugada da última quinta-feira, conforme vídeo publicado no Youtube por um dos dissidentes, Manoel Almeida.

Procurado pela reportagem, Guto Rodrigues nega que haja uma dissidência no partido e afirma que a sigla vai apoiar a reeleição de Arthur Neto, igualmente como aconteceu nas eleições de 2012, uma vez que não há mais chances de permanecer no projeto de eleição de Ramos.

Guto confirmou que a saída do PPS da coligação se deu após o PR se aliançar com o PSD e DEM e ter aceitado a troca de vice, em detrimento de Josué Neto que, segundo ele, enquanto presidente da Assembleia, expulsou os professores do Legislativo, além de a coligação ter aberto espaço para Pros, do governador José Melo, que tem 80% de rejeição e de ser alvo de inúmeros processos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), como o que cassou seu mandato no Executivo. “Com a mexida no quadro político, a Executiva entendeu que teríamos de tomar uma atitude para própria sobrevivência de chance eleitoral a vereança do partido”, disse o dirigente.

Ele explicou que o PPS reuniu suas direções e sua nominata de vereadores que decidiram se retirar da coligação de Marcelo Ramos, após a desconstrução feita internamente pelo candidato. Guto explicou que a escolha em apoiar Arthur Neto se valeu da aliança que o tucano fez com o PMDB, do senador Eduardo Braga.

“Quando o senador Eduardo Braga fez aliança com o prefeito, oferecendo Marcos Rota como seu vice, os campos ficaram delimitados, porque as forças democráticas foram atraídas pela candidatura do PSDB. Dando mais chance para o PPS, nestas eleições, para a nossa chapa de proporcionais”, disse o dirigente.

A escolha causou o racha interno. A militante da Juventude do partido, Bruna Batista, afirma que não pode haver essa mudança por conta da ata da convenção, que não abre precedentes a outros candidatos em mudança posteriores. “Houve uma reunião com um grupo que não tem validade porque já fizemos a convenção. Existe o grupo que está defendendo o apoio de Marcelo e outros que vão com o Arthur nesse momento. A ata será judicializada futuramente”, assinalou.

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