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Pousadas em más condições são interditadas no Distrito Industrial

A fiscalização ocorreu na manhã desta sexta-feira - foto: divulgação

A fiscalização ocorreu na manhã desta sexta-feira – foto: divulgação

Após denúncias anônimas sobre a falta de estrutura física e de limpeza adequada dos ambientes, duas pousadas localizadas na avenida Matrinxã, no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus, foram interditadas na manhã desta sexta-feira (24)  pelo Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa). Agentes do órgão estiveram nos locais para vistoriar e encontraram diversas irregularidades.

Segundo o fiscal de saúde e engenheiro sanitarista do Dvisa, Pedro Rodrigues, usuários que frequentaram os estabelecimentos ligaram para o disque-denúncia e relataram as péssimas condições das instalações.

“Avaliamos dois pontos das pousadas: estrutura e a ausência de uma rotina de limpeza. Durante a vistoria, encontramos mofo e infiltrações nos tetos dos quartos, além dos filtros de ar-condicionado sujos, o que pode fazer com que os clientes adquiram doenças respiratórias. É um poço de bactérias e vírus”, disse Rodrigues.

O fiscal enfatizou ainda que durante a inspeção, os responsáveis pelas pousadas não apresentaram qualquer espécie de documentação que comprovasse a autorização de funcionamento comercial dos prédios.

“Os locais não possuíam registro de empresa, alvará de funcionamento, licença sanitária ou qualquer documento. Os responsáveis receberam um auto de infração e deverão comparecer à sede do Dvisa, onde receberão o auto de multa, que varia de 1 a 400 Unidade Fiscal do Município de Manaus (UFM)”, falou o agente do Dvisa, acrescentando que cada unidade equivale a R$ 83,67.

O Dvisa vai continuar realizando as fiscalizações em pousadas de diversos pontos da capital amazonense. Denúncias de irregularidades podem ser feitas pelo telefone 0800-280-8-280.

Péssimas condições

As pousadas, que geralmente funcionam como motéis, são bastante procuradas por quem trabalha ou passa pelo Distrito Industrial. Por conta da demanda, muitos locais passaram a oferecer serviços de hospedagem sem as devidas condições.

No caso dos estabelecimentos fiscalizados, os agentes encontram focos de acúmulo de água com larvas do mosquito Aedes Aegypt, transmissor de doenças como febre amarela, dengue, febre chikungunya e febre zika. Lençóis escuros, toalhas de banho desprotegidas, cestos de lixo sem tampas, sabonetes em barra utilizados, banheiros e pisos sem higienização correta, foram algumas das irregularidades também constatadas nas pousadas.

“O certo é que as toalhas sejam ensacadas individualmente depois de serem lavadas, pois expostas da forma que estão não há como o cliente saber se foram utilizadas anteriormente. Outra questão é que os banheiros devem ter sabonetes líquidos e papel toalha. As roupas de cama devem ser claras e sem manchas, sendo que as encontradas nos quartos eram de cores escuras”, informou Pedro Rodrigues.

Por Cecília Siqueira

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