Economia

Potencial turístico é pouco explorado no Amazonas

A pesca esportiva movimenta 25 municípios do Estado, sendo os principais Barcelos, Autazes, Nova Olinda do Norte, Borba, Careiro, Santa Izabel do Rio Negro e São Sebastião do Uatumã – divulgação

Atividades como trilha, canoagem e pesca esportiva em áreas protegidas são apontadas como a nova seara do turismo no Amazonas. A avaliação é de especialistas que participam do 4º Seminário de Turismo em Áreas Protegidas, que foi iniciado ontem (18) e vai até amanhã (20), no Centro de Artes (Caua) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Eles buscam soluções para explorar o potencial turístico da região amazônica, que ainda é pouco explorada. De acordo com o coordenador-geral de Uso Público do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Pedro Menezes, atividades, como trilhas, por exemplo, não precisam de grandes investimentos para ser implementadas, mas apenas de uma mudança de mentalidade a respeito desse mercado promissor por parte do poder público e da iniciativa privada.

Segundo Menezes, parques nacionais, como o de Anavilhanas e o do Jaú, além da Reserva Extrativista do Rio Unini, possuem um grande potencial para receber esses investimentos no turismo. No caso do rio Unini, há um potencial para a pesca esportiva.

“Estamos fazendo uma discussão jurídica de como fazer a repartição desses benefícios, para quem vai os recursos da pesca esportiva, se para o ribeirinho, se para o operador, ou para o governo”, comentou o especialista.

No caso de Jaú e Anavilhanas, Menezes apontou que é preciso desenvolver uma área de recriação maior. Ele criticou a estrutura hoteleira na região, que deixa a desejar, além da estrutura de trilhas e percursos de barco, que são “tímidas”.

A área de Anavilhanas também é explorada pelo turismo

Negócios

O coordenador do seminário, o analista ambiental Thiago Beraldo, revelou que essas discussões irão gerar negócios, abrindo as unidades de conservação para ter mais visitantes, por meio da reunião dos operadores de conservação, chefes das unidades, órgãos governamentais e universidades também. “Estamos criando uma rede de contatos para que, no futuro, projetos possam gerar novos empregos, renda para as comunidades tradicionais, oportunidades de novos negócios para agencias de turismo e operadores de viagens e todos relacionados ao turismo”, disse.

Agência aponta os desafios

A diretora da sessão ambiental da Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid), Anna Toness, disse que um dos maiores desafios do Brasil é melhorar a infraestrutura em algumas regiões, principalmente na Amazônia.

Anna acredita que a Amazônia tem que oferecer um produto diferenciado de outros lugares, algo que já existe, mas não é explorado, e até chegar a esse ponto será preciso grande participação da cultura local. “Turista que viaja para áreas naturais quer atividades recreativas, e a referência desse visitante é fazer trilhas, andar de barco, visualizar a fauna. A Amazônia tem um potencial enorme conhecido por todo o mundo, mas tem desafios”, comentou.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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