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Em Manaus, postos de combustíveis são suspeitos de cartel

Preço alto da gasolina praticado pelos postos de combustíveis gera queixas dos consumidores - foto: Diego Janatã

Preço alto da gasolina praticado pelos postos de combustíveis gera queixas dos consumidores – foto: Diego Janatã

A prática de cartel por parte dos postos de combustíveis em Manaus foi um dos principais assuntos debatidos durante uma audiência pública realizada ontem pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec-CMM).

O vereador Mário Frota (PSDB), que solicitou a instalação de uma CPI dos Combustíveis, afirmou que a reunião foi produtiva e sugeriu a existência de cartel, prática considerada ilegal para a economia brasileira.

“Será apontado se há cartel ou não. Esses preços abusivos precisam parar, pois existem outros Estados que não possuem os mesmos recursos que o nosso e vendem a gasolina mais barata”, afirmou, ao indagar os motivos pelos quais postos de combustíveis de bandeiras diferentes praticavam o mesmo preço na capital amazonense.

Reclamação

Atualmente, a gasolina vem sendo um dos motivos de reclamação do consumidor manauense.

O preço médio de R$ 3,59, que é o praticado pela maioria dos postos da cidade, faz o condutor até mudar hábitos e repensar a forma de consumo para não pagar mais pelo litro do combustível. De acordo com o representante da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Noel Moreira Santos, a audiência procurou esclarecer essa questão do preço cobrado pela gasolina em Manaus.

“O preço que conhecemos é o de ponta. A distribuidora tem o seu valor a cobrar. Para poder qualificar o preço, é preciso compreender os fatores que levam ao preço de ponta”, observou.

Impostos

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicam), Luiz Felipe Moura Pinto, defendeu os preços praticados pelos postos de Manaus.

Segundo o empresário, a alta no valor do combustível nos postos da capital acontece por conta dos impostos cobrados pelos governos estadual e municipal.

“Quem baliza os preços não somos nós, os empresários, mas sim o governo. Os impostos estão mais caros, o que é absurdo”, ponderou o presidente do Sindicam.

Por Asafe Augusto

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