Economia

Postos de combustíveis de Manaus dificultam o pagamento

O EMTEMPO localizou dois postos na avenida Max Teixeira que recebem o pagamento apenas no dinheiro ou débito - foto: Diego Janatã

O EMTEMPO localizou dois postos na avenida Max Teixeira que recebem o pagamento apenas no dinheiro ou débito – foto: Diego Janatã

Os motoristas de Manaus reclamam por não terem mais a opção de pagamento no cartão de crédito na hora de abastecer o carro em alguns postos da Capital. O EMTEMPO localizou dois postos na avenida Max Teixeira que recebem o pagamento apenas no dinheiro ou débito. De quatro motoristas entrevistados, três foram contra a exclusão do crédito e o último apoiou a prática, mas com ressalvas.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicam) por sua vez argumenta que as empresas de cartões lucram alto em cima dos postos de combustíveis. Já o Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-AM) esclareceu que a medida é legal contanto que o consumidor seja avisado previamente.

Luís Felipe falou ainda de outros lucros que as empresas de cartões ganham como o aluguel da ‘maquininha’ em torno de R$ 6 por mês e da linha telefônica da máquina que consome igual um celular e que isso poderia mudar. “Cada empresa de combustível faz o seu método de recebimento, o mercado é livre para cobrar. O sindicato tenta negociar com as bandeiras as margens de cobrança que tem de 3,5% e até 4,5%. Mas achamos que para melhorar isso, os cartões deveriam praticar a cobrança igual outros países como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, onde a taxa é menos de 0% e a reposição é quase imediata”, disse.

Em um posto da avenida Max Teixeira, nas proximidades da maternidade Francisca Mendes, o chefe de cozinha, Wanderson Silva, 35, avaliou que o consumidor só tem a perder sem a opção do pagamento a crédito. “Essa manobra prejudica o consumidor com certeza. Em tempos de crise o crédito ajuda bastante. Ou seja, a gente é pego desprevenido. No dia que a gente precisa infelizmente não estão aceitando. A gente fica meio que no prejuízo. O crédito permite que se pague trinta dias depois. Então a gente fica em desvantagem. Constantemente usa o crédito. Nos dias de hoje não se pode mais andar com muito dinheiro dentro do carro, por conta dos assaltos, então os cartões é o que salva a gente”, declarou.

No mesmo posto de gasolina o pastor Tony Duran, 47, disse que aproveitava o crédito pelo conforto do pagamento seguro. “Isso é muito ruim. Ainda mais agora nessa crise que estamos vivendo aí, cartão de crédito é uma das alternativas e a gente ficar refém disso. É uma forma de pagamento que salva o consumidor porque possibilita que ele se programe melhor. E ainda tirando isso, deixa o consumidor prejudicado. E quando os postos fazem isso é sempre em conjunto” reclamou.

Apoio

Ainda na avenida Max Teixeira, em outro posto de gasolina, o bancário Jacson Colares de 51 anos, apoiou a prática contanto que o preço permaneça baixo. “Eu entendo que cada empresa tem seu modo de trabalhar. A questão de cartão é opcional de aceitar ou não.  Se estão vendendo mais barato e optaram por não aceitar cartão eu concordo plenamente. Agora a partir da hora que eles aceitam cartão e querem impor limites e recebem só a partir de determinado valor fica complicado. Agora se não aceitam cartão, eu não descordo. É uma forma de baratear mais o combustível. Eu parei porque o preço está bem atrativo, e qualquer economia vale a pena” finalizou.

Por Joandres Xavier

 

1 Comment

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  1. Amadeu

    11 de julho de 2016 at 09:31

    Amazonense não pede nota fiscal. E pagando em dinheiro deixa de existir controle. Se não há controle há sonegação e adulteração de produtos. É fácil. Só ganha o dono do posto. Entendeu???

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