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Postos baixam o preço da gasolina em Manaus

Preço médio do litro da gasolina vendido em Manaus custa em torno de R$ 3,39, depois que postos baixaram o valor para atrair os clientes - foto: Diego Janatã

Preço médio do litro da gasolina vendido em Manaus custa em torno de R$ 3,39, depois que postos baixaram o valor para atrair os clientes – foto: Diego Janatã

Depois de aumentar o preço da gasolina comum para até R$ 3,85, no mês de maio, os postos de combustíveis reduziram o valor do litro para até 3,39, em média. A justificativa de alguns postos para redução no preço de quase R$ 0,50 centavos é a baixa procura dos consumidores.

O posto RZD, na avenida Castelo Branco com a avenida Silves, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, tinha o preço da gasolina comum mais em conta da região, a R$ 3,39. O frentista Jonas Oliveira da Costa, 29, disse que o preço foi reduzido desde a sexta-feira da semana passada depois que os outros postos das proximidades comeram a lançar novos valores.

Segundo ele, a redução de preço no posto tem sido gradativa. Depois de chegar a R$ 3,85 em maio, o valor baixou para R$ 3,59, depois R$ 3,49 e agora R$ 3,39. No posto RZD, só o que não baixo o preço foi o etanol, que se manteve em R$ 3,38, apenas R$ 0,01 mais barato que a gasolina comum.

“A procura por gasolina estava lenta. Depois que a concorrência começou a diminuir, nós diminuímos aqui também. Agora, depois que baixamos o preço, as pessoas voltaram a comprar o combustível”, disse.

O frentista Márcio Castro da Silva, do posto BR da Bola do Coroado, Zona Leste, disse que, na semana passada, a gerência comunicou a redução do preço de R$ 3,89 para R$ 3,45. Ele disse que não ouviu falar se houve redução de preço anunciada pelo Petrobras para as distribuidoras, mas, observou que é clara a redução das vendas nas bombas de gasolina.

Consumo

A empresária Maria de Lourdes Ferreira, 37, afirmou que só parou no posto porque viu o preço mais barato do que nas últimas semanas. Ela contou que, por conta da sensação de crise, busca economizar em tudo, inclusive na hora de abastecer o carro. “Não está fácil para ninguém. O que não podemos ser é negligente com o orçamento. Se tiver que economizar com combustível, reduzindo o uso do veículo, vamos fazer essa economia”, disse.

O autônomo Carlos Eduardo da Costa, 39, disse que com a redução do valor do combustível, a situação pode aliviar. Ele, que presta serviços de limpeza e concerto de ar condicionado, observou que não tinha como economizar com a gasolina, uma vez que os seus clientes não poderiam ficar em segundo plano. “Gasto em média R$ 500 a R$ 600 por mês com combustível por que preciso atender os clientes. Agora com essa redução deve sobrar um pouco para o lazer”, comentou.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcool e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicam), Luiz Felipe Moura Pinto, disse que a entidade não pode comentar sobre preços de combustíveis em Manaus.

Por Emerson Quaresma

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