Economia

Portos do AM estão dominados por soja e combustíveis até 2042

Os granéis serão 31% da demanda nos postos do Amazonas e do Pará, seguido das cargas em contêiner com 28%, conforme a previsão - foto: EBC

Os granéis serão 31% da demanda nos postos do Amazonas e do Pará, seguido das cargas em contêiner com 28%, conforme a previsão – foto: EBC

Com a produção industrial estagnada, produtos acabados, insumos e componentes deverão ficar em segundo plano na movimentação de cargas nos portos do Amazonas e Santarém (PA). O granel sólido agrícola (grãos de soja, milho e outros) e líquido (combustíveis) é o tipo de carga que terá maior participação da demanda projetada até 2042, segundo o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), estudo que é o principal instrumento de planejamento do setor para investimentos em período de longo prazo. Os dados foram divulgados, nessa quarta-feira (23), pela Secretaria de Portos (SEP) do Ministério dos Transportes.

A previsão é que os granéis sólidos concentrem 31% da demanda nos portos e terminais no Amazonas e Pará, seguido da carga em contêiner com 28%. De acordo com o plano, as cargas de granéis sólidos minerais e granéis líquidos combustíveis terão participação no fluxo de cargas de 22% e 17%, respectivamente. Granel líquido agrícola e carga geral terão cada um apenas 1% da demanda total. No total, em 26 anos a estimativa é de alcançar 67,3 milhões de toneladas de cargas movimentadas nos dois Estados.

As projeções foram feitas pela SEP em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Ministério dos Transportes. O estudo visa identificar o crescimento na movimentação de cargas e as mudanças de tendências em cada cluster portuário brasileiro (atividades desenvolvidas nos portos e terminais privados geograficamente próximos entre si).

Segundo a SEP, foi utilizado como critério principal o custo logístico da matriz de transportes e para obtenção dos resultados algumas premissas foram adotadas: clusters portuários, tipos de navegação, projeção da demanda, natureza da carga e alocação de cargas. Os resultados divulgados pelo Plano têm por referência o ano-base de 2014 e compreendem projeções de demanda até o ano de 2042.

A projeção de demanda alocada de cargas para o conjunto de portos e terminais situados no Amazonas e Santarém é de aumento de 128,9% nos próximos 26 anos. O levantamento observou os resultados do ano passado, quando o mesmo cluster portuário registrou movimentação de 29,4 milhões de toneladas de cargas.

Segundo a SEP, o Cluster de Amazonas-Santarém é o que apresenta maior inversão de tendência. Atualmente, em ordem de representatividade, têm-se o granel sólido mineral, granel líquido combustível, cargas conteinerizadas e granel sólido agrícola. Para 2042, a expectativa é que os dois últimos figurem como as principais naturezas de carga, seguidos pelos dois primeiros.

Por Cleber Oliveira e assessoria

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