Cultura

‘Portas do passado’ atrai centenas de visitantes

A estimativa da coordenação é que o número de pessoas aumente a cada fim de semana - foto: Arthur Castro

A estimativa da coordenação é que o número de pessoas aumente a cada fim de semana – foto: Arthur Castro

Um público de pelo menos 800 pessoas prestigiou a primeira noite do projeto “Portas do passado abrindo janelas para o futuro”, no último sábado (24), na rua Bernardo Ramos, Centro, segundo estimativa da coordenação. O projeto, que iniciou no dia que Manaus completou 346 anos, foi premiado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e vai levar cultura e entretenimento ao público até o dia 12 de dezembro.

Propor às pessoas de reconhecer a história da cidade em que moram é o que destaca a idealizadora do projeto, Mônica Bologna, se referindo como nasceu essa iniciativa. Ela é artista plástica e afirmou que também se inspirou na arquitetura da rua onde mora há 3 anos, para trazer à tona a história contida nela. “Olhei para essas paredes e imaginei tudo. O Moacir Andrade nos presenteou com uma obra dele, onde ele relata histórias de várias figuras de antigamente, então resolvemos tornar a história do livro em realidade”, explicou.

Todo o cenário e os personagens retratados no projeto são baseados nos anos 1920, época em que viveu Bernardo Ramos. “Essas figuras populares que se encontravam muitas vezes já perdidos nas memórias de nossos mais antigos cidadãos manauenses, poderão ser vistos circulando pela rua”, disse Mônica.

Durante o evento, figurantes trajando os modelos clássicos da época e de profissionais que atuavam no século 20 na cidade, ficam passeando pelo cenário, contribuindo para que o ambiente se tornasse mais realista. Entre essas figuras relacionadas estão o sapateiro, o fotógrafo lambe-lambe, o engraxate, o cascalheiro, o jornaleiro, o pipoqueiro, o florista, coquetes, as lavadeiras, as babás, o padeiro e o próprio Bernardo Ramos, além de muitas outras personalidades que fazem parte da história de Manaus.

Uma das atrações que mais chamou a atenção do público foi o Cabaré Chinelo, que foi montado com muito cuidado para releitura do local, um dos mais frequentados pela elite da época, os ‘barões da borracha’.

Das atrações deste primeiro dia, a que mais agitou o público foi apresentação da companhia de dança ‘Pagê’, que levou coreografia de Can-Can. “Muito bonito, me senti praticamente nos anos 1920”, afirmou o administrador João Carlos, 45, que prestigiou o evento.

Além de poder voltar no tempo, quem prestigiar o projeto poderá participar de oficinas que estão sendo ministradas abordando os temas relacionados à cultura.

Para a universitária Lúcia Mendonça, o projeto é uma forma de trazer de volta a história de Manaus. “Estou encantada, o cenário está lindo, e esse evento é um dos melhores que estão sendo realizados na cidade, é algo que acrescenta para nossas vidas”.

O evento conta com oficinas gratuitas de diversas artes, com mais de 40 expositores de artesanato, fotografia, mostras de cinema, shows ao vivo, entre outras atrações. O local também conta com uma praça de alimentação, que oferece o melhor da gastronomia de Manaus.

O servidor público Afrânio Riberio, que trouxe a família para prestigiar o evento, disse que o evento é uma oportunidade voltar no tempo. “É uma oportunidade e redescobrir a beleza e riqueza de nossas raízes, meus filhos estão encantados”.

Durante a noite de ontem, foi lançado o livro do artista plástico Moacir Andrade, “Desenhos da Amazônia”, que não será vendido, uma vez que alguns exemplares serão disponibilizados para escolas públicas. O evento que está programado para acontecer até o dia 12 dezembro, será realizado até o dia 15 de novembro nos sábados e domingos, a partir daí será realizado somente aos sábados até o término. A estimativa da coordenação é que o número de pessoas aumente a cada fim de semana.

Por Mara Magalhães

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