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Por sonho olímpico, boxeadora cogita deixar o Amazonas

Sandra Ramos é uma das melhores lutadoras de boxe do Brasil na atualidade - foto: Divulgação

Sandra Ramos é uma das melhores lutadoras de boxe do Brasil na atualidade – foto: Divulgação

Nascida na cidade de Santo Antônio do Içá (a 881 quilômetros de Manaus) e de origem indígena, Sandra Ramos é prova de que o Amazonas é um celeiro de bons lutadores. Ela já figura como uma das principais pugilistas do país na categoria até 51 quilos, e carrega o título de bicampeã brasileira. Mesmo com ótima performance, a atleta não tem conseguido atrair investidores e arcar com as despesas para treinar e disputar campeonatos tem sido sua principal oponente.


Diante deste cenário, a lutadora está cogitando deixar o Estado e disputar competições levantando a bandeira de outras cidades do Brasil. O primeiro ensaio para isso aconteceu na última semana, quando no dia 22 de setembro, ela foi campeã dos Jogos Abertos do Interior, competição disputada em São Bernardo do Campo (SP). Na ocasião, ela defendeu a cidade de Piracicaba, e garantiu o ouro na categoria até 51 quilos.

Sandra conta que o contrato com a cidade paulista foi somente para esta competição, mas que já recebeu propostas para representar os estados do Pará e Sergipe, e que devido à falta de apoio local em plena preparação de um novo ciclo olímpico para Tóquio 2020, não descarta a hipótese de fazer as malas em prol de um futuro melhor no esporte.

“Eu faço minha parte, treino diariamente, me preparo para dar o meu melhor durante as competições, mas infelizmente não tenho apoio do poder público local. Pois de acordo com eles, o fato de eu não ser uma integrante da seleção brasileira, me exclui dos quesitos necessários para receber a bolsa (atleta municipal)”, declarou a boxeadora.

Feijoada solidária

Para custear as passagens e hospedagens para suas competições, Sandra Ramos teve a ideia de realizar uma feijoada solidária e arrecadar fundos para disputar o Campeonato Brasileiro.

Quem sugeriu a ideia a Sandra, foi seu amigo Anderson Souza, que ajudou a custear com todos os produtos para feijoada. Ela lembra que só após vender todas as rifas para o evento, que foi noticiada que seria beneficiada com as passagens pela Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

“Eu nunca havia pensado em realizar uma feijoada solidária, até que o Anderson me deu a ideia. Mas, ainda assim não tinha recursos para realizar um evento como este em poucos dias. Então ele me ajudou com tudo, comprou os produtos que precisam para o cozimento das comidas e conseguimos arrecadar cerca de R$ 2 mil reais. Mas para minha surpresa, a Sejel entrou em contato, informando que iria me ajudar com as passagens, foi então que guardei o dinheiro para outras competições e disputas”, conta.

Por Wal Lima

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