Política

Por orientação da AGU, Dilma cancela pronunciamento sobre impeachment

Dilma decidiu seguir orientação da AGU que avaliou que a fala da presidente poderia ter problemas jurídicos - foto: divulgação

Dilma decidiu seguir orientação da AGU que avaliou que a fala da presidente poderia ter problemas jurídicos – foto: divulgação

A presidente Dilma Rousseff cancelou o pronunciamento que faria em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (15) para pedir apoio contra o impeachment de seu mandato.

Dilma decidiu seguir orientação da AGU (Advocacia-Geral da União), que avaliou que a fala da presidente poderia ter problemas jurídicos, já que o conteúdo do discurso seria eminentemente político para um espaço dedicado a discursos institucionais. Além disso, alguns auxiliares da presidente acreditavam que um discurso desse tipo às vésperas da votação no plenário da Câmara, marcada para domingo (17), poderia surtir efeito ruim para o governo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República avalia uma veiculação neste sábado (16) ou somente nas redes sociais, como era a ideia inicial do governo.

A oposição chegou a entrar com uma ação na Justiça Federal de Brasília para barrar o pronunciamento, alegando que não há justificativa para a medida que seria para uso pessoal.

Segundo a reportagem apurou, a presidente Dilma Rousseff pretendia afirmar que os defensores do impeachment podem até ter suas justificativas, mas que a história os deixará com a “marca do golpe”.

No discurso que chegou a ser gravado na manhã desta sexta-feira (15), no Palácio da Alvorada, a petista ressaltava ainda que não pesa nenhuma denúncia de corrupção contra ela e que o impeachment pode representar um perigo para a democracia brasileira.

Ela pediria ainda à população que converse com os deputados federais de seus Estados para que eles “fiquem ao lado da democracia” e “respeitem a Constituição Federal”. Segundo ela, há um “golpe em curso no país” e é preciso lutar pela democracia.

A primeira proposta era que Dilma gravasse uma mensagem para ser veiculada nas redes sociais, mas, diante do cenário adverso para o governo federal, que encontra dificuldades para barrar o impeachment no domingo (17), ficou definido que era melhor o pronunciamento oficial.

A proposta de ir à televisão foi construída junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, por sua vez, gravou também uma mensagem com o discurso alinhado ao de Dilma. A fala do petista foi veiculada nas redes sociais.

Por Folhapress

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