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População e poder de compra do Brasil foram decisivos para G6

Brasileirão irá classificar seis equipes à Copa Libertadores da América 2017 - foto: CBF

Brasileirão irá classificar seis equipes à Copa Libertadores da América 2017 – foto: CBF

O Brasil foi o país que mais se beneficiou com a mudança no formato da Libertadores ao ser o único a ganhar duas vagas na próxima edição do torneio.
E dois fatores foram fundamentais para essa decisão da Conmebol: o poder aquisitivo do futebol brasileiro e o tamanho da população.

De acordo com apuração feita pela reportagem o primeiro quesito partiu de um estudo encomendado pela entidade para analisar quais países eram os maiores consumidores do esporte.
Ficou definido que os torcedores de México, Colômbia e Brasil são os que mais gastam com ingressos, compra de produtos esportivos e em programas de sócio-torcedor.

Em março, última vez que foi divulgado o ranking mundial de times com mais associados, o Brasil tinha três entre os dez primeiros colocados -Corinthians (132.481 sócios), Palmeiras (126.903) e Internacional (112.756). Os demais eram europeus.

Outro fator preponderante foi a valorização dos jogadores que atuam nos países citados por um dirigente que participou das reuniões.

Os colombianos ganharam uma vaga a mais, assim como a Argentina e o Chile. Apesar de não ter mais participantes, os mexicanos poderão mandar a final em casa, fato que não podia acontecer em edições anteriores.

O favorecimento ao Brasil, inclusive, causou revolta entre os argentinos. Um artigo do jornal local “Olé” atacou a Conmebol pela decisão.

“Por quê? Quando se viu que o Brasil passou a ter o dobro da importância continental da Argentina? Ou por acaso os campeões de 2014 [San Lorenzo] e 2015 [River Plate] não foram nossos? Não se entende por que deram ao Brasil dois lugares a mais para a Libertadores e para a Argentina, só um”, diz o texto.

O país que mais títulos conquistou na Libertadores foi a Argentina, com 24 troféus conquistados. Brasil, com 17 e Uruguai, com oito, completam o top 3. As taças não entraram em pauta, mas sim o tamanho da população dos países sul-americanos.

Em entrevista ao jornal “O Tempo”, de Minas Gerais, Castellar Neto, presidente da Federação Mineira de Futebol e membro do Comitê de Reformas da CBF disse que “o argumento principal do Comitê Executivo da Conmebol foi o aspecto populacional”.

“Não podemos ter só cinco vagas para um país de 200 milhões de habitantes”, afirmou. Procurado pela reportagem da Folha de S.Paulo, Castellar não atendeu as ligações.

Por Folhapress

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